Gestão Penitenciária,Segurança

SAÚDE MENTAL DOS AGENTES PENINTECIÁRIOS. Como prevenir tais condições mentais.

Segundo o manual de ”Doenças Relacionadas ao Trabalho”, do Ministério da saúde (BRASIL, 2001), tratando se dos transtornos mentais e do comportamento relacionados a este, o trabalho é mediador de integração social, tanto pelo seu valor simbólico e cultural. Portanto, as ações implicadas no ato de trabalhar (para algumas pessoas) podem ter efeitos físicos e psíquicos negativos para os trabalhadores, pois:
O trabalho não é apenas uma atividade; ele é também, uma forma de relação social, o que significa que ele se desdobra em um mundo humano caracterizado por relações de desigualdades, de poder e dominação. Trabalhar é engajar sua subjetividade num mundo hierarquizado, ordenado e coercitivo, perpassado pela luta para a dominação (DEJOURS, 2008, p.27).
Dentre as estratégias defensivas utilizadas pelo indivíduo, destaca-se a ocultação da doença. O profissional procura encobrir seus sentimentos e angústias para que não pareça fragilizado, sobretudo diante da família e amigos. Das atitudes defensivas, salientam se duas características existentes no comportamento do sujeito; a primeira diz respeito a relação do corpo, como por exemplo, sua sexualidade; a segunda diz respeito à relação existente entre doença e trabalho; ou seja, a vergonha de parar de trabalhar, principalmente se for do sexo masculino, que provavelmente sofrerá maior preconceito da sociedade (DEJOURS, 1992).
DEJOURS (1992) discute um novo conceito de saúde e considera três elementos fundamentais para a saúde do trabalhador. Sendo a fisiologia, ou seja, o funcionamento do corpo (analise do funcionamento do organismo, as regras que asseguram seu equilíbrio e sua sobrevivência), a psicossomática (relações que existem entre o que se passa na cabeça das pessoas e o funcionamento do seus corpos) e por fim, a psicopatologia do trabalho (adoecimento psíquico do ser humano, o que se denomina se historicamente doença ou transtorno mental).
Sendo assim, a angústia frente aos problemas transforma se em fuga, fazendo com que o trabalhador se distancie da convivência social e siga em direção ao alcoolismo e outros vícios que podem levar ao risco de morte (DEJOURS).
O agente penitenciário é sem duvida, o componente humano de maior valia na implementação da politica penitenciaria, da sua atuação fazendo depender, relevantemente, o êxito ou fracasso desta tarefa. Sendo “ ele quem, primeiro e constantemente, trava contato com o preso, quem lhe impõe e exercita a disciplina, que lhe traduz os resultados e reflexos sociais da conduta do apenado” (BAHIA, 1994, p. 7).
Esse profissional constitui se como principal disciplinador no processo de ressocialização do detento através do contato direto e rotineiro com o mesmo. /Deste modo, são exigidas habilidades indispensáveis para o cumprimento de sua função, como também bom relacionamento dentro e fora do ambiente de trabalho, valores morais e éticos, além de uma estrutura psicológica muito consistente. Mas como dizia DEJOURS (1949, p. 45) “ até indivíduos dotados de uma solida estrutura psíquica podem ser vitimas de uma paralisia mental induzida pela organização do trabalho”. Os procedimentos atuais desenvolvidos pelo agente penitenciário são imprescindíveis à segurança e ao andamento do estabelecimento penal, como: a troca de plantões, sendo cada plantão de 24 horas de trabalho, compensado por 72 horas de descanso, escala de serviço, recebimento de internos, liberação de internos, revista interna, corporal e de visitantes, conferencia de internos, escolta e distribuição de refeições, além de do desempenho de cargos como chefe de segurança, chefe de vigilância e chefe de equipe. Portanto, tendo o contato direto com os internos e sendo visto por estes como responsáveis pela custodia, estes profissionais est]ao expostos às situações geradoras de estresse, como por exemplo, intimidações, ameaças e agressões verbais.
Como o trabalho da unidade prisional é de vinte e quatro horas diárias, ou seja, é continuo, os funcionários estão sujeitos a horários atípicos de trabalho podendo sofrer as implicações como redução das funções cognitivas, por causa da privação parcial ou total do sono. O trabalho noturno também é causador de transtornos fisiológicos relacionado com distúrbio do sono, que se somam a problemas de ordem social e afetiva, como dificuldades enfrentadas na convivência familiar, bem como nos círculos de amizade que ficam prejudicados em decorrência das atividades profissionais.
Sendo assim, além destes problemas os agentes prisionais sofrem o fenômeno do ambiente de trabalho, pois se sabe que na prisão existem dois presos, os apenados e os funcionários, que em menor ou maior grau, adotam as transformações advindas do ambiente prisional, bem como suas dinâmicas.
Para DEJOURS (1992), a insistência do ser humano em viver em um ambiente adverso é uma das principais consequências do sofrimento no trabalho. Por isso identificar a raiz deste sofrimento e compreender a relação do trabalhador com este é de fundamental importância, pois, para esse autor, a primeira vitima do sistema não é o aparelho psíquico, mas sim, o corpo dócil e disciplinado, entregue às dificuldades inerentes à atividade laborativa. Dessa forma, se fabricam os “corpos que podem ser submetidos, que podem ser utilizados, que podem ser transformados e aperfeiçoados” (FOUCAULT, 1987, p.126). A partir dessa manipulação dos corpos e suas subjetividades e, por que não dizer, desses corpos subjetivos (BRITO, 2012), o sofrimento é instalado.
Ao abordar a relação saúde mental-trabalho, devem se considerar aspectos das condições de trabalho relacionados a organização e ao sofrimento mental, tais como o ambiente físico (temperatura, pressão, barulho, etc.), ambiente químico, (poeira, fumaça, gases tóxicos, etc.), ambiente biológico (vírus, fungos, bactérias, etc.) e ainda as condições de higiene e segurança.
O Ministério da Saúde (BRASIL, 2001) reconhece uma serie de transtornos mentais e do comportamento relacionados ao trabalho, como por exemplo, delírio, transtornos cognitivos, estresse pós-traumático, neurose profissional, transtorno de vigília-sono, síndrome do esgotamento profissional (BURNOUT), síndrome do pânico e alcoolismo crônico. Porém, estudos sobre psicopatologia do trabalho mostram que o sofrimento do trabalho repercute não só na vida psíquica, ocorrendo assim uma desestruturação na saúde em todos os seus aspectos, como a doença mental e a doença somática. Segundo DEJOURS (1992, p.52) “o sofrimento começa quando a relação homem-organização esta bloqueada, quando o trabalhador usou o máximo de todas suas faculdades mentais de aprendizagem e de adaptação”. Portanto a partir dai ocorre o adoecimento dos profissionais, isso dependerá da estrutura psíquica e mental do sujeito para suportar as pressões do trabalho, esse sofrimento é agravado pela insatisfação, medo e sentimento de incapacidade e inutilidade, o adoecimento no trabalho deve ser avaliado no contexto em que acontece, bem como deve ser pensado no sujeito que sofre, pois o sofrimento psíquico é anônimo e suportado individualmente.

Administração,Administração Pública

Conceito Básico de Licitação

Licitação é um procedimento Administrativo formal no qual é utilizado na Administração Pública, realizado para suas contratações, seja aquisições de bens e serviços ou as alienações, onde é selecionada a proposta mais vantajosa e de menor valor, visando sempre garantir a observância do princípio constitucional da isonomia e a selecionar a proposta mais vantajosa para a Administração, de maneira a assegurar oportunidade igual a todos os interessados e possibilitar o comparecimento ao certame do maior número possível de concorrentes.

Programa Saúde da Família

RISCOS OCUPACIONAIS ERGONÔMICOS NO PROCESSO DO TRABALHO DO PROFISSIONAL ENFERMEIRO

Este estudo tem como objetivo central os riscos ocupacionais ergonômicos no trabalho do profissional enfermeiro, tendo como foco os principais riscos ergonômicos que podem provocar alterações de saúde nos trabalhadores de enfermagem. Trata-se de um estudo de revisão de literatura, que consiste em um levantamento bibliográfico nas bases de dados LILACS, MEDLINE e literários sobre a temática: os riscos ocupacionais ergonômicos no processo de trabalho do profissional enfermeiro, tendo como objetivo analisar as alterações e condições ergonômicas de trabalho do profissional de enfermagem ao qual estão expostos no desenvolver de suas atividades.
Constatou-se que o processo de trabalho de enfermagem é desenvolvido por heterogêneas categorias profissionais, ao enfermeiro cabem as atividades intelectuais de gerenciamento do serviço e de execução e procedimentos mais complexos. Em essência, as diretrizes seguidas nas pesquisas sob a ótica da ergonomia, segundo SLUCHAK (1992) são: determinar os problemas relacionados com a ergonomia nos locais de trabalho, identificar a natureza e localização desses problemas e implantar medidas para reduzir ou eliminá-los.
As condições ambientais de trabalho devem estar adequadas às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam solicitação intelectual e atenção constantes, tais como: salas de controle, laboratórios, escritórios, salas de desenvolvimento ou análise de projetos, dentre outros.

Saúde

Cromatografia Líquida (HPLC): Método Instrumental de Separação de Alta Eficiência

A cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC) trata-se de uma técnica utilizada em química analítica que se baseia na separação de compostos alvo de uma determinada mistura. A existência de duas fases (estacionária e móvel) permite esta separação uma vez que uma maior afinidade de um composto à fase estacionária permite que a sua eluição pela fase móvel seja mais lenta. Esta técnica cromatográfica é utilizada em vários campos, sendo disso exemplo, a indústria farmacêutica, no controle alimentar e de bebidas, no controle ambiental, análises clínicas, investigação, etc.

Psicologia Criminal,Segurança

O crime no olhar da Psicologia

A Psicologia criminal atua em diversas esferas onde o crime está presente, pois muitos desses atos delituosos estão diretamente associados ao distúrbio psicológico que o criminoso apresenta.
Normalmente esses crimes são ocasionados em um momento de crise do sujeito, onde ele busca saciar suas necessidades e fantasias mais primitivas. O transtorno psicológico que ele se encontra o leva a prática da conduta violenta.