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Descartes de Resíduos em Laboratórios

Escrito por  Rachel Batista Esteves em 28/03/2014 para conclusão do curso Descartes de Resíduos em Laboratórios

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.. 3
2 DESENVOLVIMENTO.. 4
3CONCLUSÃO………………………………………………….9
4REFERÊNCIAS…………………………………………………………..10

1  INTRODUÇÃO

Em laboratórios químicos, sejam de pesquisa, controle de qualidade ou didático, os reagentes químicos são comuns e cruciais para as atividades ali realizadas. No entanto, as reações realizadas com esses reagentes nem sempre nos fornecem somente o produto desejado, ou seja, ao reagirmos duas ou mais substâncias, além de obtermos nosso produto desejado, obtemos também outro, indesejado, que nem sempre possui utilidade para quem fez a reação. Portanto, é necessário saber não só classificar esse produto indesejado, que chamaremos aqui de resíduo, como também saber como armazená-lo e muitas vezes como destruí-lo ou como destiná-lo ao tratamento adequado para posterior descarte.

Cabe ressaltar que há inúmeras maneiras de obter certo produto, portanto, é crucial que o analista responsável pela reação procure saber antecipadamente quais reagentes deverá usar e se não há alternativas melhores, pois melhor do que saber como descartar um resíduo é não ter que produzi-lo, para começo de conversa. Além de o resíduo poder ser tóxico para humanos e para o meio ambiente, muitas vezes os próprios reagentes também o são, portanto, o melhor a fazer é pesquisar possíveis meios alternativos de realizar a reação e o estudo. Em último caso, deve-se preparar para fazer o tratamento adequado do resíduo para destruição ou descarte.

É sempre importante frisar que sempre que se for fazer um estudo em laboratório devem-se utilizar os EPIs (equipamentos de proteção individual) levando em consideração os materiais que serão utilizados, os reagentes e produtos, incluindo o próprio resíduo que será gerado.

 

2  DESENVOLVIMENTO

Como existem várias substâncias químicas, existem também vários tipos de resíduos. É importante saber como classificá-los, pois, por serem substâncias químicas diferentes, possuem propriedades químicas e físicas diferentes, o que faz com que eles tenham que ser separados, estocados, tratados e destruídos de maneiras diferentes.

Os resíduos primeiramente devem ser separados por seu estado físico: líquido, sólido, semissólido ou gasoso. No caso, mostrarei aqui apenas como tratar os resíduos líquidos e sólidos.

A classificação química dos resíduos não é a mesma para todos os laboratórios. Isso acontece, pois, como cada laboratório possui seu determinado objetivo, possuem também reagentes diferentes, que nem sempre produzirão os mesmos resíduos. Assim, a classificação dos resíduos obtidos deve ser feita em cada laboratório considerando-se as análises e reações feitas, as vias em que são realizadas e quais produtos e resíduos obterão.

 

2.2   Classificação dos resíduos

Existem vários tipos de laboratórios: químicos, analíticos, bioquímicos, farmacêuticos, etc. Cada um deles produz tipos diferentes de resíduos. A ABNT NBR 10.004/2004 classifica os resíduos da seguinte maneira:

Grupo A – Resíduos Infectantes;
Grupo B – Resíduos Químicos;
Grupo C – Rejeitos Radioativos;
Grupo D – Resíduos comuns e Recicláveis;
Grupo E – Materiais Perfurocortantes.

No entanto, trataremos aqui somente como lidar com os resíduos químicos, ou seja, resíduos do Grupo B.

Cabe ressaltar que a classificação aqui fornecida não é uma classificação definitiva. Como dito anteriormente, cada laboratório deve adaptar a classificação com a sua realidade, seja acrescentando ou retirando itens da classificação.

Vale lembrar também que, reagentes vencidos, sobras do preparo de reagentes, sobras de amostras contaminadas, resíduos de limpeza de equipamentos de laboratório e até os frascos e embalagens de reagentes são considerados como resíduos de um laboratório químico e, como tal, devem ser classificados e tratados de maneira adequada.

Mas, antes de começar a classificação, como definimos resíduo? De acordo com a Resolução CONAMA nº 358, de 29 de abril de 2005 resíduo químico é todo material ou substância com característica de periculosidade, quando não forem submetidos a processo de reutilização ou reciclagem, que podem apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade.

Agora que sabemos a definição de resíduo, podemos classifica-los. Esta deve ser feita considerando, portanto, as características físico-químicas, periculosidade, compatibilidade e destino final dos resíduos.

Uma classificação geral, que aborda as principais características e a partir da qual os laboratórios podem se basear e criar a própria é a seguinte:

I)             Resíduos líquidos não perigosos
II)            Resíduos líquidos perigosos

a)    Ácidos
b)    Aminas
c)    Bases
d)    Cianetos
e)    Fenóis
f)     Metais pesados em solução
g)    Solventes clorados
h)   Solventes não clorados

III)           Resíduos sólidos perigosos

a)    Metais pesados no estado sólido
IV)           Frascos de reagentes/solventes

 2.3   CONDICIONAMENTO DOS RESÍDUOS

Antes de saber como tratar os resíduos, é preciso saber como armazená-los, pois muitas vezes o descarte do resíduo é demorado e perigoso e, portanto, quanto menos vezes o fizer, melhor. Porém, é importante saber como fazê-lo e que há um limite para isso. Não se deve armazenar mais do que um frasco por tipo de resíduo, e todos os frascos devem estar devidamente identificados para que não haja erro na hora do descarte e no tratamento.

Cada tipo de resíduo pede um condicionamento diferente, pois devido às suas características, podem reagir com o frasco em que estão armazenados.

Veremos, a seguir, como armazenar corretamente cada um dos tipos de resíduos.

I)Resíduos líquidos não perigosos, podem ser armazenados em frascos de vidro ou plástico.

II)Resíduos líquidos perigosos:

a)    Ácidos: Devem ser armazenados em frascos de vidro.

b)    Aminas: Devem armazenados em bombonas.

c)    Bases: Devem ser armazenadas em frascos de plástico.

d)    Cianetos: Devem ser armazenados em frascos de vidro.

e)    Fenóis: Devem ser armazenados em frascos de vidro.

f)     Metais pesados em solução: Devem ser armazenados em tambores ou bombonas próprios.

g)    Solventes clorados: Devem ser armazenados em bombonas ou frascos de plástico.

h)   Solventes não clorados: Devem ser armazenados em bombonas ou frascos de plástico.

III)Resíduos sólidos perigosos:

a)    Metais pesados no estado sólido: Devem ser armazenados em tambores ou bombonas próprios.

IV)Frascos de reagentes/solventes:

Devem ser identificados e estocados longe dos reagentes/solventes em uso.

Vale frisar que os frascos devem permanecer sempre tampados e o volume de resíduos neles estocados não pode passar de 2/3 do volume total do frasco, para evitar problemas com gases que eventualmente possam se desprender do resíduo. Os frascos de resíduos não devem ser estocados na capela e nem próximos a fontes de calor ou água. Também não se deve utilizar frascos de metais para armazenar qualquer tipo de resíduo.

 2.4   TRATAMENTO E DESCARTE DOS RESÍDUOS

A partir da classificação dos resíduos feita anteriormente é possível definir um tipo de tratamento e descarte para cada conjunto de resíduos, como observado abaixo:

I)Resíduos líquidos não perigosos: Podem ser descartados diretamente na pia, desde que sejam diluídos em 100x e sob água corrente.

II)Resíduos líquidos perigosos:

a)    Ácidos: Devem ser neutralizados com NaOH, utilizando papel indicador ou indicador Fenolftaleína para garantir que a solução esteja neutra. Após este tratamento, podem ser descartados diretamente na pia lentamente. Para soluções extremamente ácidas, deve-se utilizar cal para a neutralização.

b)    Aminas: Devem ser oxidadas por KMnO4 em meio ácido, utilizando-se a relação estequiométrica de 0,2 mol de permanganato de potássio para cada 0,01 mol de amina, em meio de ácido sulfúrico de concentração 2 mol/L.

Deixar em temperatura ambiente durante 8 horas e utilizar NaHSO4 para reagir com o excesso de MnO4- existente.

A seguir, neutralizar a solução restante com NaOH, e descartar diretamente na pia lentamente.

c)    Bases: Devem ser neutralizadas com ácidos (H2SO4 ou HCl), utilizando papel indicador ou indicador fenolftaleína para garantir que a solução esteja neutra. Após este tratamento, descartar diretamente na pia lentamente.

d)    Cianetos: Este tratamento deve ser feito em capela e o meio deve estar básico, com pH entre 10 e 11.     Sob agitação constante, deve-se adicionar NaClO em excesso de pelo menos 50% e manter a agitação por 12 horas. Após este período, deve-se diminuir o pH até 8, com o auxílio de HCl. Após este tratamento, pode ser descartado diretamente na pia lentamente.

e)    Fenóis: Devem ser neutralizados com cal, ou absorvidos utilizando-se granulado absorvente e encaminhados para a destruição.

f)     Metais pesados em solução: Devem ser tratados com excesso de NaOH e Na2CO3 e encaminhados para a destruição.

g)    Solventes clorados: Devem ser encaminhados diretamente para a destruição.

h)   Solventes não clorados: Devem ser encaminhados diretamente para a destruição.

III)Resíduos sólidos perigosos:

a)    Metais pesados no estado sólido: Devem ser tratados com excesso de NaOH e Na2CO3 e encaminhados para a destruição.

IV)Frascos de reagentes/solventes:

Devem ser lavados ao menos 3 vezes. Após a limpeza podem ser reutilizados para armazenamento de resíduos ou devem ser descartados.

 2.5   ROTULAGEM

Todos os frascos, tambores e bombonas que estiverem acondicionando os resíduos devem estar identificados com rótulos padrão com todas as informações preenchidas para que os mesmo sejam destinados corretamente ao descarte/tratamento final.

3  CONCLUSÃO

O conhecimento de como armazenar, tratar e descartar resíduos químicos é imprescindível a todos que trabalham no meio químico, seja na área de pesquisa, qualidade e até mesmo aos que estudam em laboratório. Além disso, é importante saber que quanto menos resíduo for formado, menos riscos os analistas e o meio ambiente sofrerão.

A forma como os resíduos são tratados é diferente em muitos aspectos devidos às suas características químicas distintas, portanto, mais importante do que trata-los é primeiramente saber classifica-los para que não haja incompatibilidade na hora do tratamento, armazenamento e destruição dos mesmos.

Além disso, o uso de EPIs adequados para cada tratamento é importante, pois protege não só o analista de possíveis acidentes que possam ocorrer durante o tratamento, mas também todos que trabalham ao redor dele.

 REFERÊNCIAS

Redação Ambiente Brasil. Resíduos Tóxicos. Disponível em

<http://ambientes.ambientebrasil.com.br/residuos/residuos/residuos_toxicos.html>. Acesso em: 22 mar. 2014
Instituto Butantan. Guia Prático: Descarte de Resíduos no Instituto Butantan. Disponível em <http://www.butantan.gov.br/home/pdfs/guia_pratico_descarte_residuos_final.pdf>
Acesso em: 24 mar. 2014
DEBACHER, Nito Angelo. Resíduos químicos: Gerenciamento e procedimentos para disposição final. Florianópolis, 2008. Disponível em: http://www.qmc.ufsc.br/newsite/download/Manual_Seguranca.pdf Acesso em: 27 mar. 2014

Psicologia organizacional

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