Classificação de risco: Protocolo de Manchester

INTRODUÇÃO

O grande sistema de saúde que envolve diversas áreas e profissionais necessita continuamente de análises em seus processos, a fim de detectar possíveis melhorias voltadas à uma melhor assistência aos pacientes e condições de trabalho aos profissionais. Os protocolos são ferramentas importantes na melhoria da assistência, uma vez que promove a padronização e otimização do atendimento.

O Protocolo de Manchester, amplamente utilizado, contribui de forma efetiva na otimização do atendimento. O protocolo se configura basicamente na classificação de cada paciente de acordo com sua gravidade, relacionando cada estado a uma cor e definindo o tempo de atendimento.

DESENVOLVIMENTO

Criado em 1997, na cidade de Manchester, o Protocolo de Manchester é uma ferramenta utilizada na classificação de risco, estabelecendo normas de padronização no atendimento em unidades de atenção à saúde, amplamente utilizado nos serviços de urgência e emergência. O objetivo do protocolo é assegurar atendimento médico de acordo com as necessidades de cada paciente, classificando essas necessidades por cores, e assim, estabelecendo o tempo máximo de atendimento para cada caso (PASSOS, 2014). Além disso, o protocolo tem o intuito de descongestionar o pronto-atendimento, garantir atendimento precoce ao paciente mais grave e comunicar o tempo de espera.

Deve-se analisar os determinantes gerais para a classificação no Protocolo de Manchester, tais como, sinais vitais, comprometimento de vias áreas, hemorragias, dor, alteração de consciência, entre outros. A partir dos sinais e sintomas apresentados pelo paciente ou acompanhante, o profissional realiza a classificação de acordo com a gravidade do estado do paciente em questão e assim, tomar as medidas necessárias. Alguns fatores são determinantes para levar a uma prioridade de atendimento, tais como: ameaça à vida, dor, duração do incômodo, idade, história pregressa e sinais de maus tratos.

A classificação é realizada levando em conta os sinais clínicos e a condição do paciente. Desse modo, os pacientes são classificados em:

  • Vermelho- Emergência- atendimento imediato
  • Laranja- Muito urgente- atendimento em até 10 minutos
  • Amarelo- Urgente- atendimento em até 60 minutos
  • Verde- Pouco urgente- atendimento em até 120 minutos
  • Azul- Não urgente- atendimento em até 240 minutos

Vale ressaltar que, após a triagem inicial o paciente requer reavaliação do profissional, podendo mudar sua classificação de acordo com essa reavaliação.

Estudos recentes de avaliação demonstraram que a aplicação do protocolo trouxe uma diminuição do número de mortes, que se relaciona diretamente com a rapidez no atendimento ao paciente grave. Os mesmos estudos associaram a implantação desse protocolo à maioridade de atendimentos de classificação vermelha ou laranja em ambientes hospitalares, o que cumpre o objetivo de direcionar os pacientes aos locais de atendimentos corretamente.

CONCLUSÃO

Não se tem dúvida que, principalmente os serviços de atenção à saúde, necessitam de reavaliações e novas ferramentas de otimização do atendimento, garantindo um atendimento integral e com equidade. O protocolo de Manchester é inquestionavelmente um importante instrumento na classificação de risco, pois em serviços de saúde, o atendimento no tempo e na forma adequada, na maioria das vezes, se torna vital.

A classificação de risco, guiada pelo Protocolo de Manchester, produz resultados significativos no que diz a destinação correta do paciente aos serviços da rede, abrandando o número de pacientes atendidos em uma unidade de urgência e emergência que poderia ser acolhido em uma unidade básica, por exemplo, de acordo com seu quadro. Levando em consideração que, o profissional mais indicado e empregue na classificação de risco é o profissional enfermeiro, é necessário uma qualificação e especialização para tal atividade. Pois, o protocolo para ser manuseado adequadamente requer olhar clínico e apurado do profissional, além de uma escuta qualificada.

REFERÊNCIAS

Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. Protocolo de Manchester garante atendimento em tempo adequado aos pacientes. Belo Horizonte: nov/2014.

Secretaria de Estado da Saúde do Paraná. A Rede de Atenção à Urgência e Emergência. Paraná: abr/2014.

SILVA, Vinicius Pablo da. Protocolo de Manchester. 2012. Santa Luzia, 2012. Disponível em: <http://aenfermagem.com.br/materia/protocolo-de-manchester>. Acesso em: 19 abr. 2017.

SO ENFERMAGEM. Protocolo de Manchester. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=VHcbWp89AG8>. Acesso em: 18 abr. 2017.

ANEXOS

 (Fonte: www.aenfermagem.com.br , 2012)

luhmaciel2010

Sou Enfermeira, formada pela PUC Minas. Tenho afinidades com as áreas de terapia intensiva e oncologia.

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