O aprender a ensinar

   O ato de ensinar, em síntese, implica êxito, que nada mais é que a própria aprendizagem. Ensinar é um tipo de atividade que não se resolve com o emprego de técnicas e regras consideradas como neutras. Para garantir o seu êxito, deve haver aprendizagem. Essa comprovação faz suspeitar de qualquer método considerado infalível, visto que isso é impossível.
O ato de ensinar requer criatividade e um repensar constante das ações como docentes e de como os alunas(os) aprendem. Jaime Cordeiro (2007) estimula a pensar a esse respeito, problematizando a certeza construída pela didática (ensino) de que haveria regras e normas infalíveis para se ensinar.
Para ele:
Acontece que ensinar é um tipo de atividade que não se resolve mediante o simples conhecimento das regras, mas implica, além disso, que haja o êxito, o sucesso, ou seja, que ocorra a aprendizagem. Atividades desse tipo acarretam a aplicação de regras não exaustivas, isto é, não há nesse caso um conjunto de regras que, se fossem bem aplicadas, garantam necessariamente o sucesso. De um lado, isso nos leva a admitir que a pretensão inicial da Didática é ilusória. Mas, por outro lado, isso pode ser uma vantagem, pois quando os professores chegam a admitir tal fato acabam percebendo que não adianta confiar definitivamente em nenhum modelo ou método de ensino. Perder essa ilusão é importante para os professores entenderem que terão de se guiar, em alguma medida, sozinhos. Não que não possam buscar orientações em diversas teorias e modalidades de saber, mas eles precisarão admitir que em nenhum desses lugares será possível encontrar respostas prontas para os problemas e para as dificuldades da tarefa de ensinar com sucesso.
Ressalta ainda o autor que o ato de ensinar requer conhecimentos para além de um conjunto de técnicas e regras com respostas prontas sobre o ato de ensinar. Não há receitas prontas a serem aplicadas, como prometiam (alguns ainda prometem!) os manuais de didática do passado. Outras questões e condutas devem ser acionadas no ato de ensinar, como criatividade, sensibilidade, troca, diálogo, escuta sensível, empatia, comprometimento. Por conseguinte, não há receitas de como ensinar tudo a todas as pessoas.

A sala de aula é o espaço privilegiado de negociações e de produção de novos sentidos e significados a respeito, principalmente, dos diferentes conceitos escolares. Isso acontece em uma rede interativa complexa em que se tornam presentes e se atualizam a história de vida, as experiências e vivências de professores e alunos, além do próprio conhecimento formal. Do professor espera-se que conduza o seu grupo de alunos, buscando compreender e negociar os diferentes processos de significação que envolvem as situações de aprendizagem que planejou. Tem sido comum identificar o professor nesse papel de mediador, atribuindo a idéia à abordagem histórico-cultural. O objetivo deste texto é discutir a identificação entre ação docente e mediação, de modo a caracterizar aquilo a que corresponde, segundo nossa ótica, o trabalho desenvolvido pelo professor, tendo como foco o conceito de zona proximal de desenvolvimento. As considerações encaminham-se para o entendimento de que os conteúdos escolares somente estarão a serviço do desenvolvimento dos alunos se forem operados na conjuntura dos seus processos de significação, tendo em conta que a função primordial da educação é a de nutrir possibilidades relacionais.

A curiosidade, ou impulso exploratório, é um imperativo fundamental do comportamento humano.

O ato de ensinar e aprender é de pura criatividade. E é com esse diálogo e trocas que o educador contagia seus alunos e é contagiado, aprendendo novos padrões e percepções. É uma aproximação por meio da afetividade.

O modo fundamental de crescimento é se permitir vivenciar a habilidade de aprender, registrar e responder flexivelmente e afetivamente às exigências da vida.

Deste modo, convido você professor a fazer uma reflexão sobre seu modelo de relação e posicionamento entre mestres e aprendizes.

  • Quem é mestre?
  • Quem é aprendiz?
  • O que você quer ser: mestre, aprendiz ou os dois ao mesmo tempo?
  • Tem consciência de quantas vezes temos e teremos que mudar de ideia?

Por muitos anos, a Educação estruturava-se colocando o professor como centralizador do conhecimento e o aluno como uma tabula rasa que deveria ser preenchida com informações que seriam transmitidas pelos docentes.

Mas para termos a educação como fonte transformadora do ser humano e da sociedade é preciso que o professor se coloque como mediador e em contínuo processo de formação, e essa não é uma tarefa fácil. Para ver coisas novas é necessário renovar o olhar e desprender-se das antigas ideias.

O professor é uma pessoa em construção, portador de um nó formativo central e contínuo, sincronizado com o seu tempo. Ser professor hoje implica assumir uma profissão que está em constante processo de redefinição e ressignificação.

Nos últimos trinta anos, a Educação Escolar passou por profundas mudanças sociais que repercutiram nos comportamentos, estilos de vida, atitudes e valores, com elevado impacto na vida dos profissionais da educação e também dos alunos.

Com tantas mudanças, é preciso também atualizar o ensino para que as demandas atuais sejam atendidas. A realidade do professor é um sistema vivo complexo, presente nas aulas e é nesse contexto de incerteza que os professores da “escola de hoje” devem trabalhar tentando responder positivamente àquilo que a atualidade exige.

Por muitos anos, a Educação estruturava-se colocando o professor como centralizador do conhecimento e o aluno como uma tabula rasa que deveria ser preenchida com informações que seriam transmitidas pelos docentes.

Mas para termos a educação como fonte transformadora do ser humano e da sociedade é preciso que o professor se coloque como mediador e em contínuo processo de formação, e essa não é uma tarefa fácil. Para ver coisas novas é necessário renovar o olhar e desprender-se das antigas ideias.

O professor é uma pessoa em construção, portador de um nó formativo central e contínuo, sincronizado com o seu tempo. Ser professor hoje implica assumir uma profissão que está em constante processo de redefinição e ressignificação.

Nos últimos trinta anos, a Educação Escolar passou por profundas mudanças sociais que repercutiram nos comportamentos, estilos de vida, atitudes e valores, com elevado impacto na vida dos profissionais da educação e também dos alunos.

Com tantas mudanças, é preciso também atualizar o ensino para que as demandas atuais sejam atendidas. A realidade do professor é um sistema vivo complexo, presente nas aulas e é nesse contexto de incerteza que os professores da “escola de hoje” devem trabalhar tentando responder positivamente àquilo que a atualidade exige.

anameirelol

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