Os paradigmas da comunicação e a leitura pelos educadores

 

Palavras-chave: Tecnologia. Leitura. Comunicação. Educação. AEE.

 

2   A IMPORTÂNCIA DA LEITURA

 

Ler é alimentar a alma. Pessoas que não lêem são vazias, desprovidas de conhecimento, pobres culturalmente. Conforme FOUCAMBERT apud BARBOSA (1994), “ler é verificar a exatidão de uma antecipação”. A questão do ato de ler precisa ser repensada, tomando-se por base o processo de leitura pelo qual passamos desde a infância e que se estende por toda nossa vida.

Ao analisarmos este processo, percebemos que se trata de uma releitura crítica do próprio ato de ler, mesmo porque a leitura do mundo antecede a leitura da palavra escrita. Nesse processo, linguagem e realidade se inter-relacionam, não podendo o texto estar isolado do contexto que lhe dá sentido e relevância. Por isso, a releitura dos momentos fundamentais para o crescimento do indivíduo como leitor/ouvinte e leitor/escritor deve possibilitar não apenas uma visão da leitura como um simples ato inerente à vontade, mas sim, uma necessidade de caráter social.

O prazer da leitura é um prazer pessoal, não social. Lemos para fortalecer nosso ego, tomando ciência dos interesses deste. É um crescimento que nos dá prazer. No entanto, é lamentável que raramente resgatamos o prazer que a leitura nos trazia na juventude, quando livros despertavam entusiasmo. Atualmente o porquê de nossa leitura depende, em parte, da distância em que nos encontramos das escolas, onde o ato de ler não é encarado como algo que proporciona prazer.

Está havendo uma desintegração da leitura e o ego tem se esvaído perante uma infância passada diante de um aparelho televisor e uma adolescência rendida à tela do computador. A escola cada vez mais tende a receber alunos que apresentam desconhecimento e, infelizmente, quase sempre, aversão à leitura. Porém, de nada adianta lamentarmos esta condição. Nossa atitude, pelo contrário, deve ser implementar programas, planos ou projetos que venham auxiliar alunos e professores no resgate pessoal e prazeroso da leitura, possibilitando-lhes o acesso a este tão antigo hábito individual, reflexivo e lúdico através do qual poderão se reafirmar enquanto pessoas e leitores conscientes.

Quando pretendemos desenvolver nossa consciência crítica e avaliar de forma mais pessoal aquilo que está a nossa volta precisamos continuar a ler por iniciativa própria. A maneira como lemos e o que lemos não depende, inteiramente, de nossa vontade. Todavia, o porquê da leitura, que visa a satisfação de nossos interesses pessoais é o que, na verdade, regerá todo o ato relativo à leitura que nos propusermos a fazer.

A leitura tem, como uma de suas mais importantes e eficientes funções, a função de preparar-nos para uma transformação que culmina em um processo de caráter universal.

O ato de ler deve ser encarado como hábito pessoal e não somente como prática educativa se enfocarmos a maneira como lemos quando estamos sozinhos, momento no qual se manifesta uma relação contínua com o passado a despeito da leitura que praticamos nas escolas.

Há vantagens e desvantagens numa leitura constante pois, como qualquer atividade mental, a leitura tem por objetivo central ser-nos útil. Nesse caso, perante a leitura não devemos tomar atitudes de contradição ou refutação e, muito menos, nos propormos a acreditar ou concordar. Nossa experiência ou antes, nossa preocupação deve romper as barreiras da mera conformidade, mas sim, alçar vôo até a reflexão e a avaliação.

Para que haja apreciação e convicção do que lemos é necessário que a natureza que escreve seja a mesma que lê, completando assim, a conexão entre leitor\autor e leitor\texto.

Se basearmos o motivo pelo qual lemos numa única hipótese ou fórmula de leitura, está se resumiria em encontrar algo que nos interesses, que utilizemos como base avaliativa e reflexiva, que seja fruto de natureza semelhante a nossa e que transcenda o tempo.

O prazer da leitura é um prazer pessoal, não social. Lemos para fortalecer nosso ego, tomando ciência dos interesses deste. É um crescimento que nos dá prazer. No entanto, é lamentável que raramente resgatamos o prazer que a leitura nos trazia na juventude, quando livros despertavam entusiasmo. Atualmente o porquê de nossa leitura depende, em parte, da distância em que nos encontramos das escolas, onde o ato de ler não é encarado como algo que proporciona prazer.

 

3 UMA NOVA PERSPECTIVA DE LEITURA E A AEE

A leitura passa a ser significativa, a ter sentido, pois responde à necessidade\desejo da criança, jovens e adultos com às perguntas que são formuladas.

Devido ao fato de a criança e nem sempre um adolescente não conseguir construir sozinhos respostas às suas dúvidas e indagações, nos pede auxílio, caso nos mostremos disponíveis para ajudá-los. E, é nesse momento que, ao captarmos os sinais de socorro, devemos apresentar-lhes o autor que a norteará nesta busca\ resposta. Assim, ajudando-a hoje, a possibilitaremos saber onde encontrar sozinhos as respostas às questões que futuramente enfrentará.

Assim, urge que reconheçamos e saibamos tirar proveito das situações que são criadas em sala de aula, como nos aconselha GARCIA (org.) et al (1996)

“…cada autor vai aparecendo no momento oportuno, embora sempre estivesse esperando a hora de falar. São  os nossos coringas, que não podem ser gastos à toa, mas na hora certa. O importante é não perder a hora, e saber que quem sabe  faz a hora.”

Desde os jornais, as revistas, os gibis, e outdoors até o computador, o rádio e a televisão, todas as mídias são excelentes ferramentas didáticas para o aprofundamento na leitura. Da emoção vivenciada nos livros ao acesso informatizado do computador é isso que a leitura nos oferece: uma integração com o mundo.

Portanto devemos fazer com que essa disparidade existente entre as diversas formas de texto – e seus variados portadores – transforme-se em afinidade.

Por fim, ler a tela não é tão somente ter um equipamento e saber operá-lo, mas sim, promover uma leitura correta do mesmo para que este seja efetivamente compreendido em todos os seus aspectos formadores e informativos. É sabido que cabe à escola a promoção da aprendizagem de todos de forma equitativa e a leitura é um agente para que isso aconteça, porém não se pode deixar a cargo do diretor a responsabilidade pelo enfrentamento de todos os problemas sozinho. Diante dessa constatação, consideramos que este Plano de Ação Educacional, que em todo texto vem permeado pelos ideais da política de responsabilização, além de divulgar os resultados da escola, seus projetos, ações e práticas desenvolvidas, é fundamental para disseminar a visão de que os gestores escolares que adotam determinados procedimentos ou práticas de gestão alcançam resultados mais exitosos. Além disso, pretende-se contribuir para que a escola pesquisada dinamize as ações que se fazem necessárias, ampliando ainda mais as possibilidades de resultados bem sucedidos.

A escola de qualidade social adota como centralidade o diálogo e a colaboração, o que pressupõe o atendimento a certos requisitos, como a revisão das referências conceituais sobre educação. Pressupõe, também, o conhecimento dos interesses sociais da comunidade escolar para que seja possível educar mediante interação efetivada entre princípios e finalidades educacionais. Isso abarca mais que o exercício político-pedagógico que se viabiliza mediante atuação de todos os sujeitos da comunidade educativa, ou seja, efetiva-se não apenas mediante participação de todos os sujeitos da escola, mas também, mediante aquisição e utilização adequada dos objetos e espaços requeridos para responder ao seu projeto educativo, vinculado às condições para se promover a construção do conhecimento.

 

 4 ESTRATÉGIAS PARA O DESPERTAR A LEITURA E O USO DA TECNOLOGIA

O livro eletrônico tem tido uma expressiva influência no processo de ensino-aprendizagem e, é devido a esse fato, que devemos, ou antes precisamos, apresentá-lo de forma atrativa e informal a nossos alunos com a finalidade de levá-los a desfrutar da leitura e aprender com o que lêem tendo em vista as necessidades especiais .

Para formarmos bons leitores e que estes desenvolvam – além da capacidade de ler, do gosto e do compromisso com a leitura – outras aptidões necessárias à compreensão, a partir do universo das palavras, do mundo que os cerca, urge que os mobilizemos internamente com o objetivo de que aprendam a ler e leiam para aprender.

Nessa proposta, precisamos mostrar-lhes a leitura como algo interessante e desafiador, uma conquista plena, autônoma e independente.

Se a prática da leitura não estiver apta a despertar e cultivar o desejo de ler não se apresentará como uma prática pedagógica eficiente.

Assim, antes de tudo, nos certifiquemos que a proposta recomende a formação de um leitor crítico e reflexivo, capaz de estabelecer uma produtiva interlocução com o texto não apenas a nível de uma simples leitura, mas de um contato de emoção e cumplicidade.

Nesta visão, para que venhamos a formar leitores faz-se necessária a utilização de condições favoráveis à prática de leitura não restrita apenas aos recursos materiais disponíveis, mas ao uso que deles é feito e cujo valor será determinante para o desenvolvimento da prática e do gosto pela leitura.

Com a grata finalidade de colaborar com este tão proveitoso empreendimento é que vimos apresentar algumas estratégias que venham a promover o despertar do jovem leitor.

Como um dos incentivos à leitura promovidos pelo Externato Ibirapuera, uma escola particular de São Paulo, foram criadas aulas semanais de atualidades direcionadas a alunos da então 5ª série (hoje 6º ano) do Ensino Fundamental.

Com o objetivo de familiarizar os alunos com a imprensa escrita e mostrar-lhes como os jornais são organizados, além da função desempenhada pelas fotos, títulos e convenções gráficas deu-se início à disciplina de atualidades no Ensino Fundamental da instituição particular do Ibirapuera. Esta iniciativa tem por base, segundo NOVA ESCOLA (1998) o fato de que:

… o dever da escola é formar leitores críticos, que tenham os instrumentos necessários para avaliar o conteúdo do que lêem e tirar deles suas próprias conclusões.”

 Assim, esta escola paulista tem ensinado alunos de 6º ano, ao longo de sua formação, a ler e interpretar as notícias publicadas na imprensa alcançando, com sucesso, a difusão e o interesse pelo ato de ler, levando as crianças a se interessarem  por jornais e revistas, aos quais têm acesso em casa, compartilhando com os colegas, em classe, recortes de notícias que mais lhes chamou a atenção.

Sendo, portanto, atestado pelos professores da instituição que as crianças tendem a se interessar e a acompanhar os fatos da atualidade quando são colocadas em contato com eles, foram criadas atividades em que os alunos são apresentados aos novos textos, a fim de que estes mantenham o promissor contato com os jornais e revistas lidos não só em sala de aula, como também, fora dela.

Com a relevância de uma disciplina regular do Ensino Fundamental, no Externato Ibirapuera, a matéria Atualidades é avaliada inclusive com provas e exposições de cartazes produzidos pelos alunos, onde constam listas das reportagens que criticam ou valorizam iniciativas de várias áreas da sociedade e, até mesmo, do governo, analisando o conteúdo dos noticiários aos quais tiveram acesso. A imagem e os textos veiculados pela televisão e os hipertextos e dados contidos no computador têm adquirido grande poder e torna-se inviável ignorarmos a abrangência e relevância destes meios de comunicação.

Devemos estar cientes de que a escola, nesse novo século, não tem mais tempo de ensinar aos nossos alunos todas as formas variadas de informação que a todo instante surgem no mundo. Por isso, o papel da escola hoje é fazer do aluno um aluno-leitor, que busque suas próprias informações ao longo da vida.

Estamos, indubitavelmente, diante de um novo quadro estatístico que vem nos por a par de dados e números relevantes que denotam a dimensão informativa que tem abarcado os jovens ao longo dos anos. Temos, com base no censo realizado ainda no ano de 2000, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o conhecimento de que, já naquela época, 87,4% das famílias brasileiras tinham TV. Já segundo dados da Anatel e os estudos do canal Cartoon Network, respectivamente, havia 39,3 milhões de linhas telefônicas e 29% de crianças de 6 a 15 anos que acessavam a internet no Brasil.

Vemos, que é possível, a todo instante, acessar o mundo com apenas um clique, o que faz com que nos tornemos, ao mesmo tempo, consumidores, leitores e ouvintes-participantes revolucionários na batalha da informação.

Porém, houve época em que o conhecimento era transmitido somente nas salas de aula, sendo o acesso a esse conhecimento restrito ao professor. No entanto, nossa realidade é outra, pois atualmente, quaisquer acontecimentos, hipertextos ou dados correm o mundo em segundos, o que faz com que cada vez mais pessoas tenham mais acesso a mais informação.

Mas em que parte dessa imensa engrenagem “informacional” nós, professores, nos posicionaremos?

O nosso papel é essencial! Isso porque, pelo fato da aquisição de informação depender cada vez menos de nós, passamos a assumir o papel de facilitadores, cujo objetivo maior é o de ajudar os jovens a interpretar, relacionar e contextualizar essas novas formas de leitura presentes neste século.

Nesta nova perspectiva eletrônica e informatizada do mundo real e fictício, todos aprendemos e ensinamos de forma conjunta, construindo um ambiente propício onde nós e nossos alunos passamos de simples consumidores a produtores de cultura e conhecimento através de dados e hipertextos.

É preciso que, no entanto, tomemos consciência de que as crianças irão transformar informação em conhecimento dependendo da nossa atuação e a partir dela.

Mas cabe a nós levantar a seguinte questão:

“Existe espaço para a emoção no mundo hi-tech? ”

A resposta com certeza é sim, e é papel da escola virar polo dessa conexão.

Neste novo papel, onde a escola incorpora a leitura difundida no ambiente eletrônico à rotina de nossos alunos, ao contrário de uma adesão incondicional teremos, como resposta à essa iniciativa formadora, uma percepção crítica, o conhecimento e o balanço das vantagens e desvantagens, riscos e possibilidades desse novo enfoque literário.

Deve ser nossa meta principal transformar o computador e a televisão em ferramentas e parceiros da leitura para que, juntamente com os livros e os demais portadores convencionais de textos, aqueles se tornem um caráter sequencial e interativo destes últimos.

Já que, com o auxílio da tecnologia ou apesar dela, o nosso papel é promover a transformação de toda uma gama de informações em objeto de conhecimento por parte de nossos alunos, torna-se necessário que façamos com que estes venham a trilhar o caminho do pensamento, da reflexão e da elaboração de conclusões. Assim, ao se valerem de formas tão díspares quanto o são os jornais e os sites, as revistas e a TV, os gibis e as propagandas, os livros e os hipertextos, os alunos, mediante nossa atuação e com base em suas próprias conclusões, saberão fazer, por si só, o percurso rumo à emoção literária.

Portanto, urge que nos conscientizemos de que, ao formarmos cidadãos preparados para o mundo de hoje cuja era tecnológica requer uma nova inserção, não nos é permitido deixar a escola, ou antes, nós mesmos, fora disso. Nos professores, precisamos ocupar a lacuna existente entre a escola e a mídia.

Na incansável jornada pela promoção do ato de ler e pela leitura prazerosa, cabe a nós promover, também, a leitura crítica da tela. Ao manter contato visual com a TV e o computador, a criança ou adolescente experimenta sensações de leitura tal qual nos livros. Mas, ao contrário do que se espera, quando os alunos estão em sala de aula, o que percebem é a divisão entre livros e mídia. Uma barreira quase intransponível onde, de um lado, está o mundo das imagens eletrônicas e, de outro, o mundo tímido das palavras escritas. Opostos, diferentes e muito ou pouco visitados… Aquele, conhecido como o mundo da diversão, faz crer que este último é maçante.

O que fazer, porém, para desfazer este equívoco que tende a perdurar?

O caminho já foi traçado. Basta que o sigamos, ou melhor, levemos nossos alunos a segui-lo conosco: a integração! Desde os jornais, as revistas, os gibis, e outdoors até o computador, o rádio e a televisão, todas as mídias são excelentes ferramentas didáticas para o aprofundamento na leitura. Da emoção vivenciada nos livros ao acesso informatizado do computador é isso que a leitura nos oferece: uma integração com o mundo. Portanto devemos fazer com que essa disparidade existente entre as diversas formas de texto – e seus variados portadores – transforme-se em afinidade.

Por fim, ler a tela não é tão somente ter um equipamento e saber operá-lo, mas sim, promover uma leitura correta do mesmo para que este seja efetivamente compreendido em todos os seus aspectos formadores e informativos.

5 Como incentivar a leitura em casa

Como foi atestado pela Associação Norte Americana de Jornais, os programas de incentivo à leitura alcançam maior sucesso quando conseguem envolver toda a família, fazendo com que ela também se tornem sujeito do processo.

Quando se trata de formar o jovem leitor, a influência do ambiente familiar se torna evidente pois, já que não podemos especificar o momento em que se dará a descoberta da leitura, o ideal é que as crianças sejam constantemente estimuladas em casa pelos pais, a fim de que estas se interessem mais cedo.

Sendo assim, comprometidos com esta proposta, apresentaremos nove maneiras de incentivar a leitura em casa e ajudar aos filhos a se tornarem bons leitores, como veremos a seguir:

I – Ler sempre para que o exemplo seja seguido.

II – Incentivar a leitura todos os dias, num caráter prazeroso e por um período de 30 minutos.

III – Incentivar o hábito de frequentar bibliotecas, livrarias e bancas de jornal, manuseando livros, jornais e revistas a título de exemplo.

IV – Realizar leituras em voz alta, pelo menos por dez minutos diários, numa hora específica que poderá ser a hora de dormir, no café da manhã ou após o jantar. Essas leituras poderão ser feitas para a mais tenra infância ou em qualquer idade, a partir de livros realmente especiais para quem os lê, para que estes se tornem também especiais para quem os ouve.

V – Fazer uso do jornal para incentivo da leitura, propondo pesquisas informais a serem realizadas em família e que tenham a ver com fatores do ambiente e  vivência das crianças, além de assuntos da atualidade.

VI – Orientar os filhos nas pesquisas escolares, ensinando-os a pesquisar em enciclopédias, sites, livros e jornais as informações de que necessitem.

VII – Presentear com livros, indicando um lugar especial para que estes sejam guardados e conservados, criando uma biblioteca particular.

VIII – Privilegiar a leitura, recompensando os filhos com histórias e textos interessantes voltados ao lazer.

IX – Encorajar os filhos a serem bons leitores ainda que não o sejamos, pedindo-lhes que leiam para nós e falem dos livros que leram. Pedir, também, a amigos ou parentes para lerem alto para seus filhos.

CONCLUSÃO

Em suma, numa união perfeita entre alunos, livros e professores nos será possível descobrir, em parceria, a magia contida no universo das palavras,especialmente quando envolve a tecnologia, como nos revela LIVROS ANIMADOS (2001),

Se você se sentir só ou não quiser ser apenas mais um na multidão.

Para entender o que os bichos pensam da vida.

Nas curtas, médias ou longas viagens ou nos perigos horizontais…

Para sentir aquele ventinho gostoso ou quando quiserem fazer você de bobo…

Quando o mundo vira uma geladeira e você um pinguim…

Para ir à festa do rei!

Leia um livro…

Leia um livro…”

Ao encerrarmos este presente trabalho acadêmico esperamos que tenha se cumprido a nossa meta, a qual se reflete em nosso desejo de ver, em cada jovem e criança, um leitor em potencial. Não sendo este trabalho executado por mera obrigatoriedade mas, sim, pelo comprometimento com o caráter máximo da leitura  -que é a descoberta de novos e velhos sentimentos buscados dentro ou fora de nós mesmos.

Assim queremos pôr término a este tratado sobre a emoção literária fazendo nossas as palavras de TORRES apud ANDRADE (2002).

A bendita professora chegava àqueles sertões para nos presentear com a chave de um tesouro. Foi como se, até aquele momento, o mundo não existisse para nenhum de nós. Acabávamos de descobri-lo, através daquelas leituras, seguidas de exercícios de redação – outro mundo que se abria diante de nós, quando as nossas mãos conduziam as canetas que iam nos revelando a nossa capacidade de nos expressarmos através da palavra escrita. Aquela professora nos ensinou que ler é mais que aprender: é dar asas à imaginação. E preciso dizer mais sobre a importância da leitura?”

 

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Wisnael

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