Principais dificuldades percebidas no processo ensino-aprendizagem de matemática

O  contexto político nas escolas públicas educacionais, escolas, professores, alunos e comunidade devem se preocupar em conhecer o ambiente em que se encontram para procurarem superar o modelo tradicional de ensino que, ao invés de promover o desenvolvimento dos cidadãos/as, contribui para sua decadência e para o descaso com a sociedade.

Pesq., São Paulo, v.15, n.1, pp.199-222, 2013 201 Justifica-se tais objetivos pelo fato de que, conhecendo as dificuldades ensino– aprendizagem de Matemática, será possível, mais facilmente, implementar mudanças e corrigir falhas, o que contribuirá para uma melhor abordagem da disciplina.

Partindo deste pressuposto e de nossa experiência como professor de matemática nas escolas pesquisadas procuramos tecer algumas considerações básicas acerca do que se conhece sobre as pesquisas realizadas nesta área a compreender os papéis do professor e do aluno, além da função social da escola, da metodologia e dos conteúdos a serem trabalhados e, dentre os fatores que interferem neste processo de conhecimento incluem a formação do professor e sua vida profissional, na qual se inclui sua experiência escolar (Brasil, 1998).

Assim, o professor deve procurar se conscientizar de suas funções, conhecer seu ambiente de trabalho, conhecer seus educandos visando um planejamento de atividades que possam ser realmente aplicadas e que sejam significativas, com objetivos definidos e se considerarmos os autores Saviani (1980) e Libâneo (1989), os quais afirmam que na pedagogia tradicional, o ator principal era o professor e o aluno, mero espectador que recebia os conhecimentos de forma vertical, ou seja, o aluno era o elemento passivo da ação educacional, veremos que hoje, nas sociedades atuais a escola contemplativa se torna insuficiente.

Os alunos devem participar ativamente, integrar-se nas aulas, discutir, analisar e refletir, inclusive sobre sua própria existência e, o professor quanto mais propiciar isto mais estará favorecendo a construção de seu próprio conhecimento.

Em complementação as afirmações dos autores acima, Silva (2000) observou em seu trabalho que foram obtidos importantes resultados no desempenho do aluno por meio de promoção de sua interação nas aulas, isto é, sua ativa participação, o que corrobora a idéia de se considerar ativos os participantes no processo ensino-aprendizagem.

Saindo da pedagogia tradicional para as mais modernas, encontra-se a concepção, segundo D’Ambrosio (2001), de que a finalidade da escola é adequar as necessidades individuais ao meio social, ou seja, o estudo focaliza o homem como indivíduo, integrado em uma sociedade, imerso numa realidade natural e social, o que significa estar em permanente interação com seu meio ambiente, natural e sociocultural.

Pesquisando os papeis atribuídos aos professores e alunos Luckesi (1994) concluiu que, muitas vezes, este fica entregue à própria sorte, sem condições de recapacitação ou aperfeiçoamento, o que acaba levando a uma banalização do exercício do magistério.

Afirma ainda que o educador deve possuir algumas qualidades, tais como: compreensão da realidade com a qual trabalha, o desejo de ensinar, comprometimento político, competência

Rangel

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