A Equipe de Enfermagem e o Processo de Humanização com o Paciente na Sala de Recuperação Pós-Anestésica

O cuidar humanizado está inteiramente ligado com o profissional que o executa: seu estado psicológico, físico e mental, com suas experiências anteriores, o cansaço físico pode ser um fator desfavorável à prática do cuidado humanizado. Deve-se levar em consideração alguns aspectos para que um hospital seja humanizado: os equipamentos disponíveis para o usuário, a importância em que se dá ao pessoal que presta serviço tanto o interno como externo, dando condições para o aperfeiçoamento destes colaboradores. Uma educação continuada eficiente pode estar colaborando para um melhor desempenho destes profissionais. Num hospital humanizado, o paciente/cliente, ao ser admitido, recebe um preparo psicológico, as orientações durante a realização de procedimentos delicados e invasivos, de exames e cirurgias, evitando, assim sofrimentos desnecessários, ansiedade e traumas.

A relevância da pesquisa se dá na medida em que proporciona uma visão da importância da equipe de enfermagem no processo de humanização na sala de recuperação pós-anestésica.

O ambiente físico, os recursos materiais e tecnológicos não são mais significativos do que a essência humana. Esta sim irá conduzir o pensamento e as ações da equipe de enfermagem, principalmente do enfermeiro, tornando-o capaz de criticar e construir uma realidade mais humana.

Este estudo teve como objetivo analisar estratégias e procedimentos indicados para a equipe de enfermagem no processo de humanização com o paciente na sala de recuperação pós-anestésica. A pesquisa constitui em uma revisão de literatura baseada em artigos científicos que descrevem o processo de humanização pela equipe de enfermagem na sala de recuperação pós-anestésica. Com o estudo concluímos que é fundamental uma equipe de enfermagem humanizada no acolhimento e estadia do paciente na sala de recuperação pós-anestésica.

MATERIAL E MÉTODOS

Este trabalho é resultado de uma pesquisa realizada pela instituição FAVENI no curso de especialização em enfermagem em obstetrícia. Trata-se de uma revisão de literatura que teve como tema a equipe de enfermagem e o processo de humanização com o paciente na sala de recuperação pós-anestésica, que traduz na seguinte pergunta ou problema: qual o papel da equipe de enfermagem no processo de humanização na sala de recuperação pós-anestésica?. Na tentativa de responder esse questionamento traz-se como objetivo analisar estratégias indicadas para a equipe de enfermagem no processo de humanização na sala de recuperação pós-anestésica.

Do ponto de vista metodológico esse trabalho é revisão bibliográfica que segundo Gil (1999) é desenvolvida com base em material já elaborado, construído principalmente de livros e artigos científicos. As etapas para uma revisão de literatura de acordo com este mesmo autor são as seguintes: escolha de tema, levantamento bibliográfico preliminar, formulação do problema, elaboração do plano provisório do assunto, busca de fontes, leitura do material, fichamento, organização lógica do assunto e redação do texto.

No inicio é abordado o conceito de humanização e utilizado como autor Oliveira (2001), e complementado com o conceito de Vila e Rossi (2002) para abordar sobre o assunto. Aqui os autores alertam para o conceito de que: “humanizar, caracteriza-se em colocar a cabeça e o coração na tarefa a ser desenvolvida, entregar-se de maneira sincera e leal ao outro e saber ouvir com ciência e paciência as palavras e os silêncios. O relacionamento e o contato direto fazem crescer, e é neste momento de troca, que humanizo, porque assim posso me reconhecer e me identificar como gente, como ser humano”.

Na segunda parte do referencial teórico trazemos a tona o conceito de sala de recuperação pós-anestésica, onde utilizo o conceito de Rangel (2005) que diz que o centro de recuperação pós-anestésico é o local destinado ao atendimento intensivo do paciente, no período que vai desde sua saída da sala de operação até a recuperação da consciência, eliminação de anestésicos e estabilização dos sinais vitais.

E por fim faz-se uma abordagem específica com o autor Bedin (2004) que diz: ”Não é apenas uma questão de mudança do espaço físico, mas principalmente uma mudança nas ações e comportamentos dos profissionais frente ao paciente e seus familiares” e finalizo mostrando a importância do papel da equipe de enfermagem no processo de humanização na sala de recuperação pós-anestésica.

RESULTADO E DISCUSSÃO

HUMANIZAÇÃO NA ENFERMAGEM

O que é Humanizar? Este verbo deve transcender seu significado etimológico e representar muito mais do que, simplesmente, tocar ou fazer um curativo, no que tange as questões hospitalares (SILVA, 2005).

Humanizar é resgatar a importância dos aspectos emocionais, indissociáveis dos aspectos físicos na intervenção em saúde (MEZZOMO, 2002).

A humanização, em qualquer atividade, quando colocada em prática, requer um esforço individual de seus idealizadores. A prática da humanização está intimamente ligada à maneira que o individuo vê o outro. Devido a essa grande transformação, a sociedade enfrenta sérias dificuldades com o tecnicismo o qual condiciona a civilização, provocando uma necessidade generalizada de condições mais humanas. Pois quanto mais técnico se torna o homem, menos humano ele se sente. Daí surge a necessidade de um novo humanismo que favoreça ao homem moderno o encontro de si mesmo, assumindo os seus valores.

Ao analisar a humanização do cuidado, observa-se que vários autores alegam que o avanço das ciências tem contribuído para as especializações que, em certos momentos foge ao que entendemos como assistência ao ser humano, mas Santos, et.al (2002), afirma que “só uma equipe de enfermagem humanizada é que poderá humanizar o paciente”. Já para Azevedo (2002) a “comunicação é uma parte do cuidar adquirida pelos profissionais em forma de competência interpessoal”.

Entretanto, ainda há que se concordar com Vila & Rossi (2002) quando revelam que “se cada um de nós entender e aceitar quem somos e o que fazemos, seremos capazes de lutar e agir para que essa mudança aconteça.” As bases da humanização são as ações do enfermeiro frente ao paciente, priorizando atitudes de respeito e privacidade, atingindo a satisfação do cliente. Oliveira et al (2002) ressalta que, “esta humanização deve ser implantada no coração antes mesmo de ser implantada no trabalho.”

A SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA

Cada paciente é único, por isso a sala de recuperação pós-anestésica vem atender a todos os pacientes em, seu pós-operatório imediato, possibilitando uma monitorização adequada e um acompanhamento especifico, proporcionando a comodidade e o bem estar do paciente após o ato anestésico-cirúrgico.

Rangel (2005), diz que o centro de recuperação pós-anestésico é o local destinado ao atendimento intensivo do paciente, no período que vai desde sua saída da sala de operação até a recuperação da consciência, eliminação de anestésicos e estabilização dos sinais vitais. Já Waldow (2004) afirma que a sala de recuperação pós-anestésica é uma área destinada aos pacientes submetidos a qualquer procedimento anestésico-cirúrgico, onde permanecem até a recuperação da consciência, normalização dos reflexos e dos sinais vitais, sob monitorização e cuidados constantes da equipe de enfermagem.

Cunha e Peniche (2005), ressalta que a sala de recuperação pós-anestésica é uma unidade que possui instabilidade e alta rotatividade e, para que a assistência de enfermagem ao paciente ocorra de forma efetiva são necessárias ações rápidas, para evitar complicações, assim como registros corretos dessas ações, em instrumentos apropriados, para garantir uma continuidade dos cuidados iniciados.

Assim, a assistência direta neste período é considerada uma ação essencial tendo em vista ser um período crítico, caracterizado por alterações fisiológicas referentes ao ato anestésico-cirúrgico.

Ainda temos o conceito de Drain & Shipley (1986), onde centro de recuperação pós-anestésico é o local destinado ao atendimento intensivo do paciente, no período que vai desde sua saída da sala do centro cirúrgico até a recuperação da consciência, eliminação de anestésicos e estabilização dos sinais vitais. Citam que o objetivo básico da sala de recuperação é a avaliação crítica dos pacientes em pós-operatório com ênfase na previsão e prevenção de complicações que resultam da anestesia ou do procedimento cirúrgico, esse período caracteriza-se por alterações fisiológicas que são, basicamente, inconsciência e depressão cardiorrespiratória no paciente que recebeu anestesia geral, e ausência de sensação naquele que recebeu anestesia regional.

Nesse período o paciente é considerado crítico, razão pela qual deve existir a assistência de enfermagem documentada e humanizada, o que garantirá segurança e cuidados específicos que, se implementados podem impedir a ocorrência de complicações ou então, podem revertê-las, quando estas se instalam. O registro de dados é fundamental neste processo, pois promove a continuidade da assistência, a exatidão das anotações e o pensamento crítico, uma vez que o enfermeiro poderá fazer uma avaliação de suas informações e aprofundar seus conhecimentos. Podemos perceber que neste momento várias necessidades básicas são afetadas, e segundo Wanda Horta (1979), as principais são as necessidades fisiológicas e de segurança, nas quais devem ser focados os sinais gastrointestinais, circulatórios e renais, controle da dor, retorno sensor e motor das áreas afetadas pela anestesia, integridade cutânea, balanço hídrico, eliminações e a proteção do paciente em relação aos medicamentos e quedas.

Além dessas necessidades humanas básicas, assim que o efeito anestésico é metabolizado no organismo do paciente, aparecem às necessidades de amor, de estima e de auto-realização. Neste sentido, quando o paciente esta acordando, estas necessidades se afloram e os profissionais atuam com o objetivo de amenizá-las através do diálogo, do afeto e do cuidado em si. E é neste contexto que a humanização na sala de recuperação pós-anestésica deve acontecer.

O avanço tecnológico dessa unidade é um dos fatores que vem afastando os profissionais de enfermagem de suas atividades, o que tem favorecido a complexidade dos procedimentos ali realizados.

O PROCESSO DE HUMANIZAÇÃO NA SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA

A enfermagem é uma profissão que se desenvolveu através dos séculos, mantendo uma estreita relação com a história da civilização. Percebemos que com todo o avanço cientifico e tecnológico, a função do enfermeiro por ser cada vez mais administrativa, distancia-se do cuidado ao paciente, surgindo assim à necessidade de resgatar os valores humanísticos da assistência de enfermagem.

Na amplitude de sua assistência, a enfermagem, assim como as demais profissões de saúde, se subdivide em várias áreas, neste momento, voltamos nossa atenção à humanização da assistência de enfermagem na sala de recuperação pós-anestésica.

Quando falamos em humanizar temos que resgatar a importância dos aspectos emocionais, indissociáveis dos aspectos físicos na intervenção em saúde (MEZZOMO, 2002), já para Oliveira (2001), e os autores Vila & Rossi (2002) para falar sobre humanização.  Aqui os autores alertam para o conceito de que: “humanizar, caracteriza-se em colocar a cabeça e o coração na tarefa a ser desenvolvida, entregar-se de maneira sincera e leal ao outro e saber ouvir com ciência e paciência as palavras e os silêncios.

Não podemos limitar nossas ações humanísticas somente no segurar a mão do paciente, ouvi-lo, confortá-lo e posicioná-lo da melhor forma. A importância e a responsabilidade da enfermeira quanto à observação e atendimento das necessidades psicossomáticas do paciente cirúrgico devem ser detectadas, uma vez que possui função específica na eficácia da terapêutica de seus pacientes, pois dependendo de sua atitude pode facilitar ou impedir um programa de recuperação, visto que este paciente é invadido por medo do desconhecido num ambiente estranho, e nós como enfermeiros temos que ter conhecimento e capacidade de confortá-los.

A humanização na assistência de enfermagem é de vital importância, pois humanizar é tornar humano, benévolo, caridoso.

Para Azevedo (2002, p.23) a “comunicação é uma parte do cuidar adquirido pelos profissionais em forma de competência interpessoal”. Um dos fatores que vem afastando os profissionais de suas atividades é o avanço tecnológico desta unidade, o que tem favorecido a complexidade dos procedimentos ali realizados.

Amparados nestas afirmações asseguramos que não é possível termos profissionais conscientizados da necessidade de prestarem assistência humanizada aos pacientes se não forem preparados na graduação para estarem desempenhando tal atividade.

Se levarmos em conta a ética profissional da enfermagem, a esses profissionais não compete apenas às ações técnicas e especializadas, mas a atenção às pessoas doentes da melhor maneira possível respeitando sua individualidade.

O paciente tem direito a ser identificado pelo nome e sobrenome. Não deve nunca ser chamado pelo nome da doença ou do agravo à saúde, ou ainda de forma genérica ou qualquer outra forma imprópria, desrespeitosa ou preconceituosa.

Lembrando o Código de Ética da enfermagem citamos os artigos 27 e 28 do capítulo IV que tratam dos deveres do profissional enfermeiro, sendo, o “Art. 27 – Respeitar e reconhecer o direito do cliente de decidir sobre sua pessoa, seu tratamento e seu bem estar” e o “Art. 28- Respeitar o natural pudor, a privacidade e a intimidade do cliente” (COFEN, 2000).

O PAPEL DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NA HUMANIZAÇÃO DA SRPA

Bedin (2004) que diz: ”Não é apenas uma questão de mudança do espaço físico, mas principalmente uma mudança nas ações e comportamentos dos profissionais frente ao paciente e seus familiares” é fundamental mostrar a importância do papel da equipe de enfermagem no processo de humanização na sala de recuperação pós-anestésica. Temos que entender que a tecnologia não consiste exclusivamente na aplicação pura do conhecimento, mas de vários conhecimentos reunidos, com a finalidade de encontrar a solução para uma anormalidade.

Para Vila & Rossi (2002) quando revelam que “se cada um de nós entender e aceitar quem somos e o que fazemos, seremos capazes de lutar e agir para que essa mudança aconteça.” As bases da humanização são as ações do enfermeiro frente ao paciente, priorizando atitudes de  respeito e privacidade, atingindo a satisfação do cliente. Oliveira et al (2002) ressalta que, “esta humanização deve ser implantada no coração antes mesmo de ser implantada no trabalho”.

A presença do enfermeiro ao lado do paciente, desenvolvendo uma relação de ajuda e compartilhando este momento angustiante, lhe trará conforto, podendo assim haver uma interação entre o paciente e a equipe de enfermagem, pois assim que o paciente é transferido da sala de cirurgia para a sala de recuperação pós-anestésica, e neste momento, conforme a condição hemodinâmica, ou seja, dependendo do sucesso do ato anestésico-cirúrgico, o paciente acaba por não receber a atenção que a ele deveria ser dedicada.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A enfermagem ao longo de sua história, de suas origens e evolução até hoje tem como principal característica o cuidar, representando as crenças e valores predominantes da prática da enfermagem.  A rotina e a complexidade do ambiente fazem com que os membros da equipe de enfermagem, na maioria das vezes, esqueçam de tocar, conversar e ouvir o ser humano que está a sua frente, consequências de uma rotina diária, que exigem um grande esforço físico e psíquico dos profissionais. Para que consigamos humanizar o atendimento de enfermagem é preciso que a equipe seja conscientizada e preparada para fazer a diferença no cuidado, passando a entender o paciente de forma humana, o enfermeiro é responsável por orientar, sanar dúvidas pertinentes ao procedimento trazendo uma maior tranqüilidade e segurança, não esquecendo de que ele também necessita de um ambiente adequado para realizar o seu trabalho.

Humanizar o atendimento de enfermagem neste momento tem sido um desafio constante, pois encontramos resistência de alguns membros da equipe de enfermagem, porém temos que acreditar que o cuidado humanizado é essencial para a prática da enfermagem. Humanizar o atendimento é uma obrigação e não simplesmente a implantação de mais um serviço no sistema de saúde.

Desta forma, o presente estudo ressalta a importância de mudanças frente aos profissionais atuantes na sala de recuperação pós-anestésica, levantando questionamentos a respeito da necessidade de inovação dos conceitos sobre assistência cirúrgica e pós-cirúrgica e implantar uma assistência humanizada, com estratégias e procedimentos que envolva atitudes, comportamentos, valores e ética moral e profissional. E para que ocorra a humanização neste ambiente, primeiramente é necessário a humanização da própria equipe multidisciplinar para assim estender esse cuidado ao próximo.

REFERÊNCIAS

AZEVEDO, R. C. de S. A comunicação como instrumento do processo de cuidar. Visão do aluno de graduação. Revista Nursing. Nº 45, p. 19-23, 2002.

BEDIN, E; RIBEIRO, L; BARRETO, R. Humanização da assistência de enfermagem em centro cirúrgico. Artigo de Revisão.

COFEN – Conselho Federal de Enfermagem. COREN/GO. Código de Ética dos profissionais de Enfermagem. Brasília (DF) 2002.

GIL, AC. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 4° ed. – São Paulo: Atlas 2007.

MEZZOMO, A. A. Humanização hospitalar. Fortaleza: Realce, 2002.

OLIVEIRA, B; COLLET, N. A Humanização na assistência à saúde. Artigo da Revista Latino Americana de Enfermagem, vol. 14, nº2 2006.

PENICHE, A. Algumas considerações sobre avaliação do paciente em sala de recuperação anestésica. Artigo da Revista Escolar de Enfermagem USP, v.32, n.1, p.27-32, abril, 1998.

RANGEL, S; D, SILVIA. Centro de recuperação pós-anestésio: observação, análise e comparação. Artigo da Revista Latino Americana de Enfermagem, c-6 – n.3 – p. 125 – julho 1998.

SANTOS, A. L. G. S.; et al. A assistência humanizada ao cliente no centro cirúrgico: uma experiência apoiada na teoria humanística de Paterson e Zdera. São Paulo. Revista Nursing, nº 48, p. 25-30, 2002.

SILVA, M. J. P. Qual o tempo do cuidado? – Humanizando os cuidados de enfermagem. 1. Ed. São Paulo: Loyola, 2005.

VILA, V. da S. C,; ROSSI, L. A. O significado cultural do cuidado humanizado em unidade de terapia intensiva: “muito e pouco vivido”. Revista Latino Americana de Enfermagem. V. 10, nº 02, p. 137 – 144, 2002.

HORTA, W. A. Processo de enfermagem. São Paulo: EPU; Ed. da Universidade de São Paulo, 1979.

WALDOW, V. R. Cuidado Humano: o resgate necessário. Porto Alegre. Ed. Sagra Luzzatto, 2004 p. 1998.

ZEN, O. P; BRUTSHER, S. M. Humanização: enfermeira de centro cirúrgico e o paciente de cirurgia. São Paulo, Revista Enfoque; v. 14, nº 01, p.4-6, 1986.

NÚBIA OLIVEIRA DO NASCIMENTO

Propriá - SE

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