Auxiliar de Laboratório e Hematologia Clínica

O Que Faz um Auxiliar de Laboratório ?

O cargo solicita diversas atribuições durante o dia de trabalho, entre elas estão: auxiliar na limpeza e esterilização dos equipamentos e bancadas de trabalho; auxiliar na execução dos serviços de laboratório, através da preparação dos materiais; receber, preparar e distribuir materiais destinados às atividades do laboratório e para análise; efetuar o tratamento e o controle da água de reservatórios e dos equipamentos de purificação, utilizando técnicas adequadas; participar de reuniões, cursos e treinamentos; além de executar qualquer tarefa solicitada por um setor superior.

O que é Hematologia ?

Hematologia é o ramo da medicina que tem como função o estudo do sangue, seus distúrbios e doenças. Estuda seus elementos figurados como os glóbulos vermelhos (hemácias), glóbulos brancos (leucócitos) e plaquetas, além de estudar os órgãos onde são produzidos, como a medula óssea o linfonodo e o baço.

Os médicos que se especializam nesta área e fazem exames de sangue são chamados hematologistas. Eles tratam de pessoas que tem doenças no sangue ou distúrbios nos tecidos ou órgãos que produzem o sangue.

Existem várias doenças relacionadas ao sangue, as mais conhecidas são a anemia, hemofilia e a leucemia.

A anemia é uma patologia bastante conhecida principalmente entre pessoas carentes com uma alimentação precária, onde a falta de nutrientes acarreta esta doença. Mas há aquelas genéticas e também as causadas por alguns medicamentos.

– Anemia Ferropênica – Ocorre pela carência de ferro no organismo. O ferro (Fe) é um dos principais componentes da hemoglobina e indispensável para sua produção. É ele que faz o transporte do oxigênio, cuja carência denomina-se anemia.

– Anemia Megaloblástica – É a falta de ácido fólico ou vitamina B12 (cianocobalamina), que são indispensáveis para a produção da hemoglobina, visto que a carências deles gera liberação antecipada das hemáceas pela medula óssea. (veja: Megaloblastos).

– Anemia Aplástica – É quando a medula óssea libera quantidades insuficientes de hemáceas, entre outras.

Os exames para saber se têm anemia são: Exames de sangue, de fezes, de Coombs e eletroforesedas hemoglobinas.

Hemofilia é uma doença hemorrágica hereditária onde a deficiência na coagulação sanguínea pode gerar uma perda de sangue considerável se não atendido imediatamente. A hemofilia A tem a falta do fator de coagulação VIII, e é a mais comum ocorrendo em 90% dos casos. A hemofilia atinge quase que exclusivamente os homens.

A leucemia é o nome dado aos cânceres no sangue. Ocorre devido a um desenvolvimento anormal das células que se desenvolvem na medula óssea, e formariam as células sanguíneas, e de acordo com o tipo de célula será o tipo de leucemia (linfóide ou mileóide). A leucemia aguda é assim dita pelo desenvolvimento rápido de células imaturas do sangue, impedindo a medula óssea de produzir células saudáveis. O tratamento deve ser rápido, pois essas células espalham-se rapidamente, podendo levar à morte em meses ou até mesmo semanas. E a leucemia crônica pelo aumento das células adultas, porém anormais. Levam bastante tempo para progredir, e as células anormais se reproduzem muito mais do que as normais. Essa doença é mais comum em pessoas idosas. O tratamento nem sempre é imediato sendo monitorada por algum tempo antes do início do tratamento, para maior eficácia da terapia.

Os principais exames para diagnosticar a doença são: Hemograma completo, aonde uma amostra de sangue vai para análise para fazer contagem dos glóbulos brancos (leucócitos), vermelhos (hematócitos) e das plaquetas. E o Mielograma, que averigua a existência de células leucêmicas na medula óssea e o tipo destas células. É muito importante para o médico diagnosticar a doença e saber como o paciente reagirá ao tratamento.

O Sangue

O Sangue é um tecido, a movimentação do sangue no sistema circulatório permite a distribuição de oxigênio e de substâncias nutritivas para todas as células do corpo e o recolhimento das substâncias tóxicas que resultam do metabolismo celular. Basicamente, o sistema circulatório é composto pelo sangue que, impulsionado pelo coração, circula dentro dos vasos sangüíneos. O sangue é composto de duas partes: plasma e elementos celulares. O plasma constitui cerca de 55% do volume do sangue e é composto de água (90%), na qual estão imersos sais minerais, proteínas, gorduras, fatores de coagulação, hormônios e outras substâncias. O plasma contém também o fibrinogênio, uma proteína importante no processo de coagulação do sangue. A outra parte é formada de elementos celulares, que são os glóbulos vermelhos, os glóbulos brancos e as plaquetas

GLÓBULOS VERMELHOS

 As células presentes em maior número no sangue humano são os glóbulos vermelhos, também chamados hemácias ou eritrócitos. Ao contrário de outros animais, nos mamíferos, são células anucleadas, ou seja, que não possuem núcleo (sendo, portanto, desprovidas de DNA). No seu interior, há grande quantidade de um pigmento vermelho chamado hemoglobina. A hemoglobina é uma molécula constituída por quatro cadeias de aminoácidos e cada uma está ligada a um grupamento químico, chamado heme, que contém átomos de ferro em sua estrutura. A função das hemácias é transportar oxigênio dos pulmões até as células do corpo, assim como transportar parte do gás carbônico, produzido na respiração, das células para os pulmões. Nos pulmões, onde há muito oxigênio, as moléculas de hemoglobina se combinam com moléculas de O2, que são transportadas aos tecidos. A hemoglobina livre pode então se ligar à parte do CO2 presente nos tecidos e transportá-la aos pulmões (a maior parte do CO2 produzido nos tecidos é transportada pelo plasma sangüíneo). A vida média de uma hemácia é curta, cerca de 120 dias. Após esse período, as hemácias são destruídas no fígado, onde ocorre a quebra das moléculas de hemoglobina e a disponibilização dos aminoácidos resultantes para a síntese de novas proteínas. A maior parte do ferro presente na hemoglobina pode retornar à medula óssea, local de formação de novas hemácias.

GLÓBULOS BRANCOS

 Os glóbulos brancos, ou leucócitos, são células maiores que as hemácias e possuem núcleo. Suas formas são variadas, mas suas funções são sempre relacionadas à defesa do organismo. Algumas dessas células, os linfócitos, produzem os anticorpos. Os linfócitos também são importantes no combate aos vírus e às células cancerosas. Outras células, como os monócitos e neutrófilos devoram, pelo mecanismo da fagocitose, agentes invasores como as bactérias. Os glóbulos brancos podem atravessar a parede dos vasos sangüíneos e ir aos tecidos, onde há uma infecção, para fazer a fagocitose.

PLAQUETAS

 Também estão presentes no sangue corpúsculos chamados plaquetas, ou trombócitos. Elas não são células inteiras, mas sim fragmentos de células (dos megacariócitos, assim chamados por serem muito grandes). Sua função é participar nos processos de coagulação do sangue.

AS CÉLULAS-TRONCO

 As células especiais da medula óssea capazes de originar todos os tipos de células do sangue são chamadas células-tronco. Um grupo especial de células da medula óssea vermelha se divide, originando células linfóides – que vão originar os linfócitos dos tipos B e T – e células mielóides – que vão originar os demais leucócitos, as hemácias e os megacariócitos. A diferenciação das células do sangue ocorre de modo progressivo. Durante os sucessivos ciclos de divisão celular, as células-filhas tornam-se cada vez mais diferenciadas. As células-tronco são células indiferenciadas com capacidade de multiplicação prolongada ou ilimitada, capazes de produzir pelo menos um tipo de célula altamente diferenciada. Quando uma célula-tronco se divide, além de uma célula diferenciada, dessa divisão também vai resultar uma célula que continua idêntica a ela, ou seja, indiferenciada, para manter o estoque.

As células-tronco são classificadas segundo sua capacidade de gerar novos tipos celulares, ou seja, sua potencialidade. Em ordem decrescente de potencialidade estão as células-tronco totipotentes, pluripotentes e multipotentes. O zigoto e as primeiras células que resultam de sua divisão são totipotentes, pois podem originar todos os tipos de células e, se isoladas, até um organismo inteiro. As células-tronco da medula óssea que originam todos os tipos de células do sangue são células pluripotentes, pois originam muitos tipos celulares. Já os dois tipos celulares (mielóide e linfóide) derivados dessas células pluripotentes da medula são chamados de multipotentes, pois têm potencialidade para originar alguns tipos celulares.

Em relação à origem, uma classe importante de célulastronco são as chamadas células-tronco embrionárias. Como o nome sugere, elas são derivadas de um embrião nos estágios iniciais de desenvolvimento, na fase anterior à implantação no útero materno, quando o embrião é um conglomerado de aproximadamente 200 células, chamado blastocisto. À medida que o embrião se desenvolve, as células-tronco embrionárias se diferenciam em todos os tipos de células nele presentes: sangue, pele, músculo, fígado, cérebro etc. Por isso, as células-tronco embrionárias são chamadas pluripotentes.

Um outro grupo muito importante de células-tronco são as chamadas células-tronco do adulto. Elas também são versáteis, mas possuem menor poder de diferenciação do que as células-tronco embrionárias. As células-tronco mais conhecidas e mais utilizadas na medicina são as células hematopoéticas da medula óssea. Além da medula óssea, essas células são também particularmente abundantes no sangue do cordão umbilical e da placenta dos recém-nascidos, que também são consideradas células-tronco do adulto. As células-tronco do adulto estão presentes em diferentes tecidos, sendo as responsáveis pela regeneração parcial destes tecidos no caso de ferimento ou doença que os destroem.

Referências:

Livro:  AMABIS, J. M.; MARTHO, G. R. Fundamentos da biologia moderna. São Paulo: Moderna, 1997.

Jornais e Revistas:  Jornal O Estado de S. Paulo – 10 de maio de 2004 O que é célula-tronco – Mayana Zatz

Links Com Ciência Clonagem terapêutica… e polêmica – Lygia Pereira

Júlia de Oliveira Guerra

Cordeiro - RJ

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