História do Brasil: Educação e Cultura

 

           A Cultura é vista com particularidades e semelhanças, construídas pelos seres humanos ao longo do processo histórico e social. Refletir sobre toda essa problemática é preciso para que se encontre possibilidades de  amenizar e trazer vivência pacifica entre toda a sociedade.

Educação e Cultura

       O problema da cultura ou das culturas passa por um processo de atualização tanto no plano intelectual, quanto no plano político. A cultura, seja na educação ou nas ciências sociais, é mais do que um conceito acadêmico. Ela diz respeito às vivências concretas dos sujeitos, à variabilidade de formas de conceber o mundo, às particularidades e semelhanças construídas pelos seres humanos ao longo do processo histórico e social. Os homens e as mulheres, por meio da cultura, estipulam regras, convencionam valores e significações que possibilitam a comunicação dos indivíduos e dos grupos. Segundo Rodrigues (1986, p. 11), a cultura é como um mapa que orienta o comportamento dos indivíduos em sua vida social.

A Cultura na Escola

      Cultura negra e práticas pedagógicas Hoje já está comprovado pela biologia e pela genética que todos os seres humanos possuem a mesma carga genética. Refletir sobre a cultura negra é considerar as lógicas simbólicas construídas ao longo da história por um grupo sociocultural específico: os descendentes de africanos escravizados no Brasil. Se partirmos do pressuposto de que o nosso país, hoje, é uma nação miscigenada, diríamos que a maioria da sociedade brasileira se encaixa nesse perfil, ou seja, uma grande parte dos brasileiros pode se considerar descendente de africanos. Porém, refiro-me aqui ao grupo étnico/ racial classificado socialmente como negro.

      Embora alguns antropólogos tratem com desconfiança a adjetivação de uma cultura como “negra”, o que importa aqui é destacar que a produção cultural oriunda dos africanos escravizados no Brasil e ainda presente nos seus descendentes tem uma efetividade na construção identitária dos sujeitos socialmente classificados como negros. Não se trata de cairmos no racismo biológico, nem de afirmarmos que o fenótipo é o único determinante da posição ocupada pelas pessoas na sociedade brasileira. Trata-se de compreender que há uma lógica gerada no bojo de uma africanidade recriada no Brasil, a qual impregna a vida de todos nós, negros e brancos.

Considerações Finais

       Muitos aspectos da cultura negra presentes no Brasil poderiam ainda ser destacados. Assim elege-se a corporeidade e a manipulação do cabelo, para exemplificar a riqueza dessa cultura e sua forte presença entre nós. São aspectos que, a princípio, parecem não manter nenhuma relação com a educação, mas a cultura negra possibilita aos negros a construção de um “nós”, que só pode ser entendida na relação com as outras culturas existentes em nosso país.

Referências

CUCHE, Denys, (1999). A noção de cultura nas ciências sociais. Bauru: Edusc. Tradução de Viviane Ribeiro.

GEERTZ, Clifford, (1978). A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: Zahar.

RODRIGUES, José Carlos, (1986). O tabu do corpo. Rio de Janeiro: Dois Pontos.

 

 

 

Calomberto Rodrigues do Prado

Campo Grande - MS

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