O Cozinheiro Marítimo e suas Dificuldades no Serviço Embarcado

O assunto no qual iremos abordar se trata do cozinheiro marítimo em seu trabalho e funções do dia a dia. Mostraremos também como o cozinheiro sai da cozinha domestica para ir para a cozinha marítima, deixando seus familiares, seus costumes antigos e as motivações que os levaram a escolher tal ocupação.

Iremos abordar também a qualidade de vida no trabalho do cozinheiro marítimo. Em como o cozinheiro se acostuma a ficar afastado de sua família para exercer um trabalho que ele escolheu seguir.

O Trabalho Embarcado e suas Especificações                                                     

É importante enfatizar que a empresa responsável pela embarcação onde o trabalho de campo foi realizado vem se destacando no mercado de apoio marítimo pela preocupação com uma permanência em alto mar que inclua boa alimentação, meios de comunicação com familiares em terra e segurança. Mesmo assim os trabalhadores ainda conseguem manter contato com seus familiares, através de e-mail e telefone, o que não é comum nessa conjuntura de trabalho. Para sair um pouco dessa rotina os embarcados em algumas empresas dispõe de pequenos espaços destinados ao lazer, como uma forma de oferecer ao colaborador um momento para alívio da tensão e estresse.

Nos raros períodos livres que os embarcados possuem é possível realizar um jogo de baralho ou dominó fazer uma pequena comemoração casa tenha aniversariante.

O Trabalho Desempenhado pelo Cozinheiro Embarcado

Normalmente se tem só um cozinheiro na embarcação para preparar a refeição da tripulação. O cardápio de cada dia do mês é organizado levando-se em conta o contexto de trabalho dos marítimos, com alimentação balanceada e que supra as necessidades nutricionais da tripulação. Com isso ele faz o café da manha, almoço, café da tarde e a janta dos outros companheiros da embarcação. No navio no qual ele habita tem um pão quentinho e uma comida saborosa que foi feita com muito carinho.

O cozinheiro não trabalha sozinho com ele trabalha também o taifeiro que o ajuda na preparação de refeições, no serviço de cafeteria e na arrumação, alocação, conservação e distribuição dos alimentos a bordo. Conforme o tempo passa ele vai tendo aquilo como rotina, deixando seus antigos costumes de lado. Um dos costumes que eles deixam de lado é sair da cozinha domestica para enfim entra na cozinha marítima, aonde eles passam a aprender coisas novas ao qual não estão acostumados. A profissão chefe de cozinha

O conceito de profissão, de acordo com Paiva (2007, p. 63), é “um conjunto de atividades produtivas desenvolvidas por um grupo de pessoas que possuem conhecimentos específicos”. Esses conhecimentos são “validados academicamente e reconhecidos socialmente, mediante instrumentos regulatórios formais e informais que são compartilhados coletivamente”. Rodrigues (2002, p. 7) diz que “as profissões existentes são classificadas no que respeita às suas características, ao seu modo de funcionamento e organização”, objetivando um modelo. E é nesse modelo, segundo essa autora, que: […] a sociedade concede às profissões autonomia em troca de capacidade de controle; recompensas e prestigio em troca de competência; monopólio através de licenças em troca das melhores prestações de serviços. É a sociedade que confere poder às comunidades profissionais, que oferecem como contrapartida principal uma procura constante de elevação dos níveis de formação dos seus membros (RODRIGUES, 2002, p. 11). Nota-se que esses conceitos levam à distinção de valores em uma comunidade, cujo estatuto profissional resultaria de um saber científico e prático aplicado na identificação e resolução de problemas. “Tais comunidades (entendidas como grupos reais) seriam sustentadas por estruturas constituídas por instituições de formação de nível superior, por associações de pares e por sistemas de credenciais”, diz Rodrigues (2002, p. 131). Sobre a profissão de chefe, quanto à percepção do impulso extraordinário das faculdades de gastronomia, no Brasil, a partir da década de 1990, criou-se a falsa idéia de que “um chefe é alguém que simplesmente obtém um diploma em cursos de nível superior” (ATALA e DÓRIA, 2008, p. 177). Esses autores explicam que não é o diploma que os toma imediatamente chefes, pois não é a mesma coisa que abrir um escritório de advocacia, por exemplo. Na história, os grandes nomes da cozinha raramente tiveram formação acadêmica. Forjaram-se apenas na prática, aprendendo com outros mestres experientes. Com base nos ensinamentos de Neirink e Poullain (2001) e Suaudeau (2004), independentemente do motivo (almoço, jantar ou uma festa), ou da denominação de uma cozinha (comida italiana, japonesa, mediterrânea), não resta dúvida que cozinhar leva, ao mesmo tempo, à reflexão e ao prazer. Cada experiência é única, cada visitante de um restaurante também o é, como se tudo fosse, a cada dia, a primeira vez. A comunicação que um cliente passa pela aparência, pela forma como se veste, pela maneira como se dirige ao maitre e aos garçons, pode ser a primeira impressão para um cozinheiro. Mas é o tempo e a experiência que fazem uma definição de qual produto realmente agradaria uma pessoa para que ela saia de um bar restaurante falando bem dele. O tipo de pedido é outra forma de se conhecer um cliente. Esse processo de observação pessoal, ligando a culinária com psicologia, pode dar orientações, por exemplo, sobre casais que vão ao ,restaurante para discutir sua relação e já chegam estressados e, consequentemente, nem lembram o que comeram (SUAUDEAU, 2004). No entanto, o prazer de comer e estar de bem com a vida é uma característica de muitos clientes. É normal, num estabelecimento, perceber esse clima de contentamento. As pessoas vem com prazer para apreciar o que de melhor o cozinheiro pode oferecer. Ter sensibilidade para captar rapidamente o que se passa no momento é essencial “e o chefe vai ao salão, não para se mostrar ou para receber elogios, mas para sentir o clima e ver qual o tipo de clientela está na casa aquela noite”, diz Suaudeau (2004, p. 132). Para Atala e Dória (2008), ferramentas tecnológicas, por si sós, não garantem qualquer resultado dentro de uma cozinha, por mais precisas que sejam. O estado de espírito do profissional conta muito para o sucesso de um prato (ATALA e DÓRIA, 2008). Segundo estes autores, É impossível fazer gastronomia sem ter em conta o estado de espírito. Por mais vaga que possa ser esta afirmação, colocar "alma" no que se faz depende de identificar com clareza a própria "alma" que portamos ao cozinhar. Quando se prepara uma festa infantil ou se recebe uma pessoa muito íntima cujas preferências alimentares conhecem, o ato de cozinhar será aquele que leva o mais próximo possível, respectivamente, do "gosto infantil" ou do gosto do convidado (ATALA e DÓRIA, 2008, p. 149). É por isso que não se deve atribuir à técnica a maior garantia do resultado. Os elementos tangíveis e intangíveis, que serão combinados de modo a expressar esse estado de espírito, sempre que o profissional de cozinha está diante da panela, tem a ver com o ato de criar ou de experimentar o novo (o exato momento da criação, pois o cozinheiro faz seu trabalho em escala artesanal, não em escala industrial) (ATALA e DÓRIA, 2008). As t    , endências atuais na gastronomia também valorizam a criatividade. “Um chefe seria, pois, aquele capaz de criar um conceito novo. A pizza, por exemplo, é um conceito, mas o seu recheio é criatividade” (ATALA e DÓRIA, 2008, p. 178). Clientes e veículos de comunicação cobram e valorizam esse aspecto. Isso quer dizer que o chefe está ancorado numa cultura partilhada pela sociedade e, especialmente, pela comunidade dos profissionais de cozinha. É no interior dessa cultura especializada que sua criatividade é julgada. Nesse contexto, o profissional de cozinha precisa ter um perfil adequado para a realização de todas as tarefas inerentes ao seu trabalho. Atala (2009, p. 1) diz que “o homem avança através da pesquisa, em todas as áreas” e que “a experimentação tem de fazer parte da vida de um profissional de cozinha”. O autor Fernandes (2009), por sua vez, completa essas orientações dizendo que “um chefe tem que saber que a cozinha sem ele é um barco à deriva. Ele tem de dar o tom, o tempo, ensinar seus cozinheiros a ter organização, higiene, a não desperdiçar nem tempo nem comida”. E isso envolve não apenas arte, mas também administração. De acordo com Neirink e Poullain (2001) e Suaudeau (2004) cada experiência é única e cada visitante de um restaurante também o é, como se tudo fosse a cada dia a primeira vez. O resultado pode também ser comparado com o que Suaudeau (2004) fala sobre o fato de a profissão exigir dedicação total e grandes desafios, não ser monótona e ser um trabalho que exige criatividade pessoal. Suaudeau (2004) explica que existem diferente públicos que frequentam restaurante. Na Europa e nos Estados Unidos, esse serviço comercial é visto diferente: os clientes sabem que estão comprando um produto e respeitam esse produto. Não pedem para mudar o acompanhamento de um prato, pois há uma confiabilidade e respeito em relação ao que é proposto. No Brasil, algumas pessoas acham que o serviço é um favor. O poder aquisitivo do brasileiro, muitas vezes, dá “o direito” a determinadas pessoas de mudar o cardápio, o que atrapalha o processo de produção e o rendimento dentro de uma cozinha, bem como o custo de um prato (SUAUDEAU, 2004.

A Importância do Cozinheiro Marítimo com Conhecimento de Primeiros Socorros

Primeiros socorros é todo conhecimento que ofertamos a uma vítima de acidente ou doença. Portanto,  em toda profissão assim como os profissionais marítmo, esse conhecimento é fundamental.  Os marítimos em geral necessitam de outros cursos para trabalhar embarcados, assim como: hilt e salvatagem. Nesses cursos os profissionais irão adquirir conhecimentos necessários para o serviço embarcado, proporcionando, segurança para todos. 

O acidente mais comum na gastronomia é a queimadura. Porém devemos sempre prevenir. Mantendo todo material de fácil combustão longe do fogo, utilização de luvas para retirar pratos quentes do forno, e se o acidente ocorrer sabe aplicar os primeiros socorros para evitar o agravamento da lesão. No primeiro momento deverá afastar o lesionado da fonte de calor, lavar a lesão com água corrente durante 5 minutos, e encaminhar a vítima a uma unidade de saúde. Se a lesão apresentar bolhas, estas não deverão ser rompidas e após o tratamento na unidade de saúde, deve evitar o sol, pois, prejudicará o processo de cicatrização deixando manchas no local.

Conclusão

Com este trabalho, vimos( as dificuldades do cozinheiro embarcado, O trabalho embarcado e suas especificações, O trabalho desempenhado  pelo cozinheiro embarcado, A importância do cozinheiro marítimo  com conhecimento de primeiros socorros) esse profissional é de grande e fundamental importância para os marítimos, porém, necessita de vários conhecimentos que vão além da cozinha. Mesmo assim, esses proficionais merecem mais reconhecimento por parte das empresas e das próprias tripulações, tanto em termos de importância como em termos de carreira. Foi possível identificar que o trabalho é encarado, ora como um meio de garantir a subsistência da família, ora como meio de acumular recursos financeiros. Em ambos os casos, precisam abdicar de partes importantes de sua vida para atingir esses objetivos. A imerção no trabalho, tão discutida nesse artigo, leva o trabalhador a renunciar ao convívio social e ao relacionamento familiar coeso e constante.

Referências

ATALA, Alex. A cozinha está em revolução. Diponível em: Acesso em: 30 de dez. de 2018.                                                                                                                                                                                                                                       

ATALA, Alex; DÓRIA, Carlos Alberto. Com unhas, dentes e cuca. São Paulo: SENAC, 2008.                                                                                                                                                                                                                                 

NEIRINK, Edmond: POULAIN, Jean Pierre. Historia de la cocina y de los cocineros: técnicas culinárias y prácticas de mesa em Francia de la Edad media a nuestros dias. Barcelona; Frape, 2001.                                                       

PAIVA, Kely César Martins de. Gestão de competências e a profissão docente: um estudo em universidades no Estado de Minas Gerais. 2007. 278 f.                                                                                                                 

RODRIGUES, Maria de Lurdes. Sociologia das profissões. – 2. ed. – Oeiras, Portugal: Celta Editora, 2002.                                                                                                                                                                                             

SUAUDEAU, Laurent. Cartas a um jovem chefe: caminhos no mundo da cozinha. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.

Grace Mercy Brito dos Santos Franco

Rio de Janeiro - RJ

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