OS DESAFIOS DE ALFABETIZAR CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL NA ESCOLA

 

1 – INTRODUÇÃO

 

Com esse trabalho procuro apresentar a inclusão de deficientes visuais nas instituições de ensino enfrentadas hoje pelos educadores.

Os professores, gestores educacionais e demais colaboradores de uma instituição de ensino devem estar aparelhados e preparados para a inclusão das crianças deficiências visuais, pois essas crianças têm direito à educação de qualidade e a inclusão

Em uma pesquisa feita na Escola Oficina Iracema de Menezes (APAE Cataguases – MG) pude perceber a necessidade de se obter maiores conhecimentos pra receber essas crianças, proporcionando uma educação eficiente e de maneira inclusiva. Muitas vezes, o professor recebe um aluno sem visão e fica sem saber quais as ações corretas e como se deve proceder no processo de alfabetização do mesmo.

E preciso que haja mais interesse do Estado, da sociedade e da família como um todo, buscando informações a respeito da deficiência visual com seus principais aspectos, características e peculiaridades, a alfabetização e aprendizagem de pessoas cegas, a abordagem dos principais recursos didáticos para sua educação e o trabalho do Atendimento Educacional Especializado. Neste trabalho componho uma propriedade para um melhor entendimento do processo de alfabetização e das necessidades de uma educação com qualidade para a criança cega.

 

 

2 – DESENVOLVIMENTO

 

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A aprendizagem é um processo particular, porque cada um tem um jeito de adaptar-se do conhecimento, o que acontece desde que nascemos e se estende por toda nossa vida. A aprendizagem submerge pensamento, afeto, linguagem e ação. Esses processos precisam estar em concordância para que seja alcançado o sucesso esperado, assim como a família e a escola tem papel essencial e imperioso nesse processo.

 

2.1 –  Educação Inclusiva

 

Educação inclusiva é uma modalidade de educação que abarca os alunos com qualquer tipo de deficiência ou transtorno, ou com altas habilidades em escolas de ensino regular.

A disparidade proposta pela escola inclusiva é proveitosa para todos. De um lado estão os alunos com deficiência, que usufruem de uma escola preparada para ajudá-los com o aprendizado e do outro, os demais alunos que aprendem a conviver com as diferenças de forma natural, a desenvolver o sentido de entre ajuda, o respeito e a paciência.

Para Plano Nacional de Educação (PNE) no que diz respeito à educação inclusiva, são alunos com deficiência (intelectual, física, auditiva, visual e múltipla), com transtorno do espectro autista e com altas habilidades (superdotados).

A inclusão ajuda a argüir o convencionalismo buscando o reconhecimento e a valorização das diferenças através da evidência nas competências, capacidades e potencialidades de cada um.

Conceito esse que tem como função a preparação de métodos e recursos pedagógicos que sejam abertos e acessíveis a todos os alunos, quebrando assim os empecilhos que poderiam vir a impedir a participação de um ou outro estudante por conta de sua respectiva individualidade.

Um dos objetivos da inclusão escolar é o de sensibilizar e envolver a sociedade, principalmente a comunidade escolar.

 

 

 

 

 

 

 

 

2.2  Deficiência Visual

 

A Cegueira e a Baixa Visão podem ser classificadas de duas formas

A cegueira é uma ausência sensorial que se caracteriza por uma alteração grave ou total de uma ou mais funções da visão, contrafeito de modo irremediável a competência de perceber cor, tamanho, distância, forma, posição ou movimento em um campo mais ou menos abrangente.

A baixa visão é a diminuição da acuidade do campo visual.

As causas da deficiência visual são várias, podendo ocorrer desde a fecundação, durante o parto ou durante o crescimento da criança. Livre da causa da falta de visão, essas crianças vão precisar de possibilidades e estímulos para crescer e se tornarem livres na fase adulta. Para que isso ocorra é importante o abarcamento da família, especialistas, médicos e todas as pessoas envolvidas com a criança.

 

Fonseca (1987,p.55) diz: “Há que envolver os pais no processo de integração, visto que são os primeiros agentes de intervenção educacional. É recomendável, que os pais sejam vistos como co-terapeutas, como primeiros educadores por excelência”. A parceria entre família e escola é muito importante, pois ambas tem princípios muitos próximos para os benefícios da criança.  O trabalho de orientação e de aconselhamento às famílias das crianças cegas é fundamental e decisivo para que a proposta educacional tenha sucesso. Um dos papéis da escola é oferecer a complementação à ação da família

 

.

O direito de cada criança a educação é proclamada na Declaração Universal de Direitos Humanos e foi fortemente reconfirmado pela Declaração Mundial sobre Educação para todos. Qualquer pessoa portadora de deficiência tem o direito de expressar seus desejos com relação à sua educação, tanto quanto estes possam ser realizados. Pais possuem o direito inerente de serem consultados sobre a forma de  educação mais apropriada às necessidades, circunstâncias e aspirações de suas crianças. (…) Pais constituem parceiros privilegiados no que concerne às necessidades especiais de suas crianças, e desta maneira eles deveriam, o máximo possível, ter a chance de poder escolher o tipo de provisão educacional que eles desejem para suas crianças. (DECLARAÇÃO DE SALAMANCA, 1994).

 

O começo da criança na escola é de muito importante, tanto para a criança e quanto para a família.  A escola alargará o sistema de afinidades da criança, estabelecendo um universo mais amplo e com outras pessoas. Assim sendo, é imprescindível, portanto, compreender o que caracteriza a deficiência visual para identificar as formas adequadas de estímulo aos alunos, para que ocorra uma aprendizagem da alfabetização de forma expressiva, ligada às funções sociais em nosso cotidiano.

Para se definir o tipo de ausência e táticas educacionais para com os alunos cegos é necessário que sejam submetidos a uma avaliação funcional, qualitativa e quantitativa da visão. Diagnóstico feito, e conforme o grau de deficiência toma-se a alfabetização através de letras ampliadas quando há baixa visão e a aplicação do Sistema Braille para os cegos e até aqueles com baixa visão que não conseguem ver letras do tipo ampliado.

Os educadores atualmente estão avaliando a funcionalidade da visão, feitos pelo professor com o fim complementário a avaliação clínica, observando minuciosamente a capacidade visual da criança e assim mostrando possíveis recursos a serem utilizados por elas no aproveitamento de seu resíduo visual.

Percebe-se que a maioria das crianças cegas só entra em contato com a leitura no momento que entram na escola e por isso, pode ocorrer atraso no processo de alfabetização. Conforme Garcia et tal (2001, p.28 e 29):

 

(…) deve ficar claro, no caso a educação de crianças cegas, independentemente da concepção pedagógica ou linha metodológica adotada pela escola, não se pode negligenciar o desenvolvimento integral, a utilização de técnicas específicas fundamentais ao êxito e eficácia do processo de aprendizagem da leitura-escrita pelo sistema braile.

 

É muito importante proporcionar ao aluno cego vários ensejos de se tornar participativo e autônomo. Quando este aluno percebe que ele é capaz de interagir, ajudar e entender que existem probabilidades, acreditará em si próprio. No entanto, a visão é um dos sentidos mais importantes do ser humano e sem ela a pessoa poderá ter restrições impondo caminhos diferenciados para obter conhecimentos. Na educação escolar poderá ter baixas expectativas com a falta de conhecimento, de estímulos, de condições e de recursos adaptados que possam avigorar um comportamento passivo, inibindo o interesse e a motivação.

Para um aprendizado completo e significativo é necessário coletar informações por meio dos sentidos remanentes. É através da audição, do tato, do paladar e do olfato que o aluno cego notará dados no cérebro. É necessário, para isso, incentivar um comportamento exploratório, a observação e o experimento para que estes possam ter uma percepção integral necessária ao aprendizado.

 

2.3 – A IMPORTANCIA DA FAMILIA EM TODO PROCESSO.

 

    A família é essencial para o desenvolvimento dos seus membros, e a escola unindo-se a instituição familiar exerce o papel na formação desses indivíduos, oferecendo assim um melhor trabalho pedagógico.

    O ambiente escolar deve estar preparado para receber crianças com necessidades educacionais especiais e desenvolver com elas o aprendizado dentro da capacidade de cada uma, visando o futuro, o crescimento e a independência de cada uma delas.

O ambiente escolar deve ser um local para o desenvolvimento social, emocional e acadêmico da criança. O papel dos pais e seu bom relacionamento com a escola são de fundamental importância para o sucesso da inclusão.     

    As crianças com síndromes e deficiências, não se apropriam de todo conteúdo do currículo da educação regular, contudo na presença de outras crianças, poderão se sentir   encorajadas a fazer o que as outras estão fazendo.

    Os pais das crianças com síndromes e deficiências, às vezes ficam em duvidas quanto a idade que seus filhos devem freqüentar a escola. Questionam se devem ou não colocar seus filhos em escolas regulares ou de sistema especial. Essas dúvidas são freqüentes e para solucioná-las é preciso muita informação e pesquisa, só assim se achará o caminho correto e mais adequado a seguir.

   A discriminação e o preconceito estão presentes na sociedade e sem duvidas é a maior barreira que a criança com deficiência tem de enfrentar, e a famíli tem papel importante nessa caminhada.

    A responsabilidade da família é muito grande e precisa trabalhar junto com a escola, realizando trabalhos de estimulação em conjunto com profissionais especializados como: Fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos, professores, entre outros.

 

2.4  ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL

 

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Os familiares, principalmente os pais, ocupam um grande papel na aprendizagem da criança. Sabe-se que a educação não formal constitui-se num dos pilares essenciais na construção do eu.

A criança cega adquire suas primeiras experiências educativas na família, é nela que aprende a se incluir com o outro, que aprende mitos, crenças e valores que traçam seu perfil como indivíduo. A família ocupa um grande e importante papel na vida escolar do seu filho, e este não pode ser desconsiderado, pois influenciam muito na aprendizagem Ao chegar na escola, a criança traz consigo um vasto conhecimento a respeito do mundo .

Quando a criança cega é bem incitada e recebe apoio necessário nos primeiros anos de vida, ela chega à escola com um adiantamento semelhante ao da criança que vê. E é na escola que irá ampliar sua vida social, a sair do espaço pessoal e restrito de sua casa para explorar outros lugares, a ter novas vivências e aquisições. Contudo nem todas as crianças são iguais, sendo assim, algumas podem ter ou apresentar algum retrocesso em seu acréscimo, sendo decorrente da falta de estímulos amoldados ou a restrição de experiências.

Para incluir a criança cega, a escola precisa ter condições físicas, como uma estrutura física, móveis, sinais táteis para enumeração dos locais e assim facilitar a mobilidade e a autonomia dessa criança. Precisa também de docentes qualificados  para tal, tentando minimizar suas esfinges e buscando incluí-las nas atividades da escola como um todo.

Ao dar início à alfabetização de crianças cegas, o docente deverá fazer um batente de estimulação contínua e consistente, na qual beneficiará o desenvolvimento das habilidades imprescindíveis e básicas, como percepção corporal e espacial, definição de conceitos, discriminação tátil e auditiva, motricidade ampla e fina. Para que isso ocorra, é muito importante que se trabalhe com essa criança manuseando brinquedos com diferentes formatos e contexturas, assim como massinha, argila ou pasta de papel e outros .

O incremento pedagógico deve ser iniciado com a exploração de objetos concretos e compreensão de seu corpo, usando assim recursos diversos, envolvendo brincadeiras e utilizando materiais adaptados às suas necessidades, sempre inserindo o aluno no conjunto da sala de aula , sempre estimulando,incentivando que participe das atividades sugeridas, antes de introduzir o ensinamento do braile. Toda escola deve oferecer material didático inteligível para os alunos cegos e com baixa visão, como regletes e punção (ferramentas para escrita braile), soroban (ábaco para o ensino do sistema numérico), máquina de escrever em braile, ferramentas de comunicação, com sintetizadores de voz para o computador, lupas manuais, eletrônicas, plano inclinado, jogos com letras e palavras ampliados, cores contrastantes e sua representação em braile. . A criança cega precisa de materiais e soluções que motive e incentive a movimentar-se, a deslocar-se e a descobrir o mundo, necessita de materiais táteis que possa manusear para desenvolver a percepção tátil e coordenar os movimentos das mãos, muito importante na aprendizagem do braile.

Cabendo ao docente estimular a autonomia social e intelectual da criança para que essa se torne um cidadão. Também se fará necessário que o docente imprima segurança, que colaborarão para o crescimento social, pessoal, afetivo e cognitivo. Conversar é também de grande importância, pois é a partir do diálogo que a criança tentará compreender o mundo. Para tanto, é preciso descrever para a criança o que está em torno dela para ela possa fazer uma imagem que mais se junte do real.

O docente nunca deverá ser apenas um informante e sim alguém que tenha em sua prática pedagógica, destreza, pois não existe receita pronta para a melhor maneira de alfabetizar principalmente em se tratando de crianças que necessitam de  uma metodologia mais diferenciado.

É muito importante que o docente tenha firmeza em suas práticas, procurando sempre afligir sob um novo olhar que contemple todos de uma maneira mais inclusiva.

 

2.5 – As possibilidades do uso da Informática na Alfabetização de crianças cegas

 

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O aprendizado do Sistema Braille requer do aluno grande concentração, memorização, e abstraimento por parte da criança em fase de alfabetização, conduta difícil para  criança que apresentam, outras dificuldades associadas a cegueira.

O uso da Informática na alfabetização das crianças é uma ferramenta usada para facilitar suas vidas e libertando- os, fazendo que seja mais prazeroso o aprendizado e a descoberta da escrita e da leitura. Usando assim, determinados programas a criança passa a interagir com a leitura e a escrita, e o próprio uso do Sistema Braille de forma divertida, como por exemplo

o Projeto DEDINHO – Alfabetização de crianças cegas com ajuda do computador .

Esse projeto atinge alguns sofwares que ajudam a criança no nível de pré-alfabetização, partindo de graus de dificuldades crescentes, mas fundamentalmente partindo do uso som. E é através desse projeto e da observação do dia a dia de uma sala de aula na classe de  alfabetização, podemos afirmar que o incremento da informática tem aberto um novo horizonte cheio de possibilidades comunicativas e de acesso ao conhecimento.

Para ajudar os alunos cegos na utilização  do computador existem softwares mais sofisticados que  podem ler toda o ecrã – tela – do computador, uma determinada linha selecionada, uma palavra ou mesmo caracteres, quando temos alguma dúvida sobre o que está escrito.

Após certo domínio da escrita, a criança cega poderá não só pode navegar pelas páginas da Internet mas também produzi-las, trocar e-mails com pessoas de qualquer parte do mundo, participar em chats, ler jornais e revistas, fazer compras, fazer cursos on-line, ter acesso a manuais, informação em geral, a prestadoras de serviços, jogos de entretenimento enfim, quase tudo que a WEB pode oferecer aos seus utilizadores.

Além dos softwares como os leitores de ecrã e os sintetizadores de voz, que traduzem em informação sonora o conteúdo visual do ecrã, existem também programas como o Openbook e o Jaws que, conjugados, permitindo assim a leitura sonora de qualquer informação no papel. Através do scanner, o Openbook passa o texto do papel para o ecrã e depois o Jaws traduz o contento em conhecimento sonoro.

 

 

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  1. CONCLUSÃO

 

A inclusão tem tido um grande avanço e com os passar dos anos muitas conquistas vem acontecendo. Porém, é necessário que haja maior conhecimento teórico e prático por parte pessoas envolvidas no processo educativo e social sobre a inclusão. Pois a inclusão ainda acontece de forma incompleta e muitas vezes incorreta.  

O olhar do professor faz a diferença na relação ensino aprendizagem e a crença nas potencialidades e habilidades do educando oportuniza grandes avanços no campo do conhecimento, pois é através das oportunidades que a criança e jovem com deficiência aprendem significativamente.

Nossa sociedade ainda precisa aprender que não é apenas as leis que fazem a inclusão acontecer, mas principalmente o outro que se encontra disposto a aceita-la.

A medida que cada um construir seu espaço e aprender a respeitar as limitações e acreditar nas potencialidades do deficiente, a inclusão começará a acontecer de fato.

Concluímos então que este estudo foi de grande importância para mostrar a necessidade de ter conhecimento sobre a inclusão educacional. Pois este assunto é de fundamental importância para o desenvolvimento de nossa sociedade.

Saber aceitar o outro com suas necessidades é papel de todos. Pois afinal, quem não possui deficiência?

Todos juntos seremos capazes de construir uma realidade melhore especial.

 

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB 4.024, de 20 de dezembro de 1961.

 

http://proavirtualg28.pbworks.com/w/page/18670712/A%20INFORM%C3%81TICA%20E%20A%20ALFABETIZA%C3%87%C3%83O%20DE%20CRIAN%C3%87AS%20CEGAS

 

https://www.webartigos.com/artigos/deficiencia-visual-os-desafios-em-alfabetizar-criancas/144376

 

https://direcionalescolas.com.br/solucao-de-tecnologia-educacional-auxilia-aprendizagemde-criancas-com-deficiencia-visual/

 

1 – INTRODUÇÃO

 

Com esse trabalho procuro apresentar a inclusão de deficientes visuais nas instituições de ensino enfrentadas hoje pelos educadores.

Os professores, gestores educacionais e demais colaboradores de uma instituição de ensino devem estar aparelhados e preparados para a inclusão das crianças deficiências visuais, pois essas crianças têm direito à educação de qualidade e a inclusão

Em uma pesquisa feita na Escola Oficina Iracema de Menezes (APAE Cataguases – MG) pude perceber a necessidade de se obter maiores conhecimentos pra receber essas crianças, proporcionando uma educação eficiente e de maneira inclusiva. Muitas vezes, o professor recebe um aluno sem visão e fica sem saber quais as ações corretas e como se deve proceder no processo de alfabetização do mesmo.

E preciso que haja mais interesse do Estado, da sociedade e da família como um todo, buscando informações a respeito da deficiência visual com seus principais aspectos, características e peculiaridades, a alfabetização e aprendizagem de pessoas cegas, a abordagem dos principais recursos didáticos para sua educação e o trabalho do Atendimento Educacional Especializado. Neste trabalho componho uma propriedade para um melhor entendimento do processo de alfabetização e das necessidades de uma educação com qualidade para a criança cega.

 

 

2 – DESENVOLVIMENTO

 

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A aprendizagem é um processo particular, porque cada um tem um jeito de adaptar-se do conhecimento, o que acontece desde que nascemos e se estende por toda nossa vida. A aprendizagem submerge pensamento, afeto, linguagem e ação. Esses processos precisam estar em concordância para que seja alcançado o sucesso esperado, assim como a família e a escola tem papel essencial e imperioso nesse processo.

 

2.1 –  Educação Inclusiva

 

Educação inclusiva é uma modalidade de educação que abarca os alunos com qualquer tipo de deficiência ou transtorno, ou com altas habilidades em escolas de ensino regular.

A disparidade proposta pela escola inclusiva é proveitosa para todos. De um lado estão os alunos com deficiência, que usufruem de uma escola preparada para ajudá-los com o aprendizado e do outro, os demais alunos que aprendem a conviver com as diferenças de forma natural, a desenvolver o sentido de entre ajuda, o respeito e a paciência.

Para Plano Nacional de Educação (PNE) no que diz respeito à educação inclusiva, são alunos com deficiência (intelectual, física, auditiva, visual e múltipla), com transtorno do espectro autista e com altas habilidades (superdotados).

A inclusão ajuda a argüir o convencionalismo buscando o reconhecimento e a valorização das diferenças através da evidência nas competências, capacidades e potencialidades de cada um.

Conceito esse que tem como função a preparação de métodos e recursos pedagógicos que sejam abertos e acessíveis a todos os alunos, quebrando assim os empecilhos que poderiam vir a impedir a participação de um ou outro estudante por conta de sua respectiva individualidade.

Um dos objetivos da inclusão escolar é o de sensibilizar e envolver a sociedade, principalmente a comunidade escolar.

 

 

 

 

 

 

 

 

2.2  Deficiência Visual

 

A Cegueira e a Baixa Visão podem ser classificadas de duas formas

A cegueira é uma ausência sensorial que se caracteriza por uma alteração grave ou total de uma ou mais funções da visão, contrafeito de modo irremediável a competência de perceber cor, tamanho, distância, forma, posição ou movimento em um campo mais ou menos abrangente.

A baixa visão é a diminuição da acuidade do campo visual.

As causas da deficiência visual são várias, podendo ocorrer desde a fecundação, durante o parto ou durante o crescimento da criança. Livre da causa da falta de visão, essas crianças vão precisar de possibilidades e estímulos para crescer e se tornarem livres na fase adulta. Para que isso ocorra é importante o abarcamento da família, especialistas, médicos e todas as pessoas envolvidas com a criança.

 

Fonseca (1987,p.55) diz: “Há que envolver os pais no processo de integração, visto que são os primeiros agentes de intervenção educacional. É recomendável, que os pais sejam vistos como co-terapeutas, como primeiros educadores por excelência”. A parceria entre família e escola é muito importante, pois ambas tem princípios muitos próximos para os benefícios da criança.  O trabalho de orientação e de aconselhamento às famílias das crianças cegas é fundamental e decisivo para que a proposta educacional tenha sucesso. Um dos papéis da escola é oferecer a complementação à ação da família

 

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O direito de cada criança a educação é proclamada na Declaração Universal de Direitos Humanos e foi fortemente reconfirmado pela Declaração Mundial sobre Educação para todos. Qualquer pessoa portadora de deficiência tem o direito de expressar seus desejos com relação à sua educação, tanto quanto estes possam ser realizados. Pais possuem o direito inerente de serem consultados sobre a forma de  educação mais apropriada às necessidades, circunstâncias e aspirações de suas crianças. (…) Pais constituem parceiros privilegiados no que concerne às necessidades especiais de suas crianças, e desta maneira eles deveriam, o máximo possível, ter a chance de poder escolher o tipo de provisão educacional que eles desejem para suas crianças. (DECLARAÇÃO DE SALAMANCA, 1994).

 

O começo da criança na escola é de muito importante, tanto para a criança e quanto para a família.  A escola alargará o sistema de afinidades da criança, estabelecendo um universo mais amplo e com outras pessoas. Assim sendo, é imprescindível, portanto, compreender o que caracteriza a deficiência visual para identificar as formas adequadas de estímulo aos alunos, para que ocorra uma aprendizagem da alfabetização de forma expressiva, ligada às funções sociais em nosso cotidiano.

Para se definir o tipo de ausência e táticas educacionais para com os alunos cegos é necessário que sejam submetidos a uma avaliação funcional, qualitativa e quantitativa da visão. Diagnóstico feito, e conforme o grau de deficiência toma-se a alfabetização através de letras ampliadas quando há baixa visão e a aplicação do Sistema Braille para os cegos e até aqueles com baixa visão que não conseguem ver letras do tipo ampliado.

Os educadores atualmente estão avaliando a funcionalidade da visão, feitos pelo professor com o fim complementário a avaliação clínica, observando minuciosamente a capacidade visual da criança e assim mostrando possíveis recursos a serem utilizados por elas no aproveitamento de seu resíduo visual.

Percebe-se que a maioria das crianças cegas só entra em contato com a leitura no momento que entram na escola e por isso, pode ocorrer atraso no processo de alfabetização. Conforme Garcia et tal (2001, p.28 e 29):

 

(…) deve ficar claro, no caso a educação de crianças cegas, independentemente da concepção pedagógica ou linha metodológica adotada pela escola, não se pode negligenciar o desenvolvimento integral, a utilização de técnicas específicas fundamentais ao êxito e eficácia do processo de aprendizagem da leitura-escrita pelo sistema braile.

 

É muito importante proporcionar ao aluno cego vários ensejos de se tornar participativo e autônomo. Quando este aluno percebe que ele é capaz de interagir, ajudar e entender que existem probabilidades, acreditará em si próprio. No entanto, a visão é um dos sentidos mais importantes do ser humano e sem ela a pessoa poderá ter restrições impondo caminhos diferenciados para obter conhecimentos. Na educação escolar poderá ter baixas expectativas com a falta de conhecimento, de estímulos, de condições e de recursos adaptados que possam avigorar um comportamento passivo, inibindo o interesse e a motivação.

Para um aprendizado completo e significativo é necessário coletar informações por meio dos sentidos remanentes. É através da audição, do tato, do paladar e do olfato que o aluno cego notará dados no cérebro. É necessário, para isso, incentivar um comportamento exploratório, a observação e o experimento para que estes possam ter uma percepção integral necessária ao aprendizado.

 

2.3 – A IMPORTANCIA DA FAMILIA EM TODO PROCESSO.

 

    A família é essencial para o desenvolvimento dos seus membros, e a escola unindo-se a instituição familiar exerce o papel na formação desses indivíduos, oferecendo assim um melhor trabalho pedagógico.

    O ambiente escolar deve estar preparado para receber crianças com necessidades educacionais especiais e desenvolver com elas o aprendizado dentro da capacidade de cada uma, visando o futuro, o crescimento e a independência de cada uma delas.

O ambiente escolar deve ser um local para o desenvolvimento social, emocional e acadêmico da criança. O papel dos pais e seu bom relacionamento com a escola são de fundamental importância para o sucesso da inclusão.     

    As crianças com síndromes e deficiências, não se apropriam de todo conteúdo do currículo da educação regular, contudo na presença de outras crianças, poderão se sentir   encorajadas a fazer o que as outras estão fazendo.

    Os pais das crianças com síndromes e deficiências, às vezes ficam em duvidas quanto a idade que seus filhos devem freqüentar a escola. Questionam se devem ou não colocar seus filhos em escolas regulares ou de sistema especial. Essas dúvidas são freqüentes e para solucioná-las é preciso muita informação e pesquisa, só assim se achará o caminho correto e mais adequado a seguir.

   A discriminação e o preconceito estão presentes na sociedade e sem duvidas é a maior barreira que a criança com deficiência tem de enfrentar, e a famíli tem papel importante nessa caminhada.

    A responsabilidade da família é muito grande e precisa trabalhar junto com a escola, realizando trabalhos de estimulação em conjunto com profissionais especializados como: Fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos, professores, entre outros.

 

2.4  ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL

 

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Os familiares, principalmente os pais, ocupam um grande papel na aprendizagem da criança. Sabe-se que a educação não formal constitui-se num dos pilares essenciais na construção do eu.

A criança cega adquire suas primeiras experiências educativas na família, é nela que aprende a se incluir com o outro, que aprende mitos, crenças e valores que traçam seu perfil como indivíduo. A família ocupa um grande e importante papel na vida escolar do seu filho, e este não pode ser desconsiderado, pois influenciam muito na aprendizagem Ao chegar na escola, a criança traz consigo um vasto conhecimento a respeito do mundo .

Quando a criança cega é bem incitada e recebe apoio necessário nos primeiros anos de vida, ela chega à escola com um adiantamento semelhante ao da criança que vê. E é na escola que irá ampliar sua vida social, a sair do espaço pessoal e restrito de sua casa para explorar outros lugares, a ter novas vivências e aquisições. Contudo nem todas as crianças são iguais, sendo assim, algumas podem ter ou apresentar algum retrocesso em seu acréscimo, sendo decorrente da falta de estímulos amoldados ou a restrição de experiências.

Para incluir a criança cega, a escola precisa ter condições físicas, como uma estrutura física, móveis, sinais táteis para enumeração dos locais e assim facilitar a mobilidade e a autonomia dessa criança. Precisa também de docentes qualificados  para tal, tentando minimizar suas esfinges e buscando incluí-las nas atividades da escola como um todo.

Ao dar início à alfabetização de crianças cegas, o docente deverá fazer um batente de estimulação contínua e consistente, na qual beneficiará o desenvolvimento das habilidades imprescindíveis e básicas, como percepção corporal e espacial, definição de conceitos, discriminação tátil e auditiva, motricidade ampla e fina. Para que isso ocorra, é muito importante que se trabalhe com essa criança manuseando brinquedos com diferentes formatos e contexturas, assim como massinha, argila ou pasta de papel e outros .

O incremento pedagógico deve ser iniciado com a exploração de objetos concretos e compreensão de seu corpo, usando assim recursos diversos, envolvendo brincadeiras e utilizando materiais adaptados às suas necessidades, sempre inserindo o aluno no conjunto da sala de aula , sempre estimulando,incentivando que participe das atividades sugeridas, antes de introduzir o ensinamento do braile. Toda escola deve oferecer material didático inteligível para os alunos cegos e com baixa visão, como regletes e punção (ferramentas para escrita braile), soroban (ábaco para o ensino do sistema numérico), máquina de escrever em braile, ferramentas de comunicação, com sintetizadores de voz para o computador, lupas manuais, eletrônicas, plano inclinado, jogos com letras e palavras ampliados, cores contrastantes e sua representação em braile. . A criança cega precisa de materiais e soluções que motive e incentive a movimentar-se, a deslocar-se e a descobrir o mundo, necessita de materiais táteis que possa manusear para desenvolver a percepção tátil e coordenar os movimentos das mãos, muito importante na aprendizagem do braile.

Cabendo ao docente estimular a autonomia social e intelectual da criança para que essa se torne um cidadão. Também se fará necessário que o docente imprima segurança, que colaborarão para o crescimento social, pessoal, afetivo e cognitivo. Conversar é também de grande importância, pois é a partir do diálogo que a criança tentará compreender o mundo. Para tanto, é preciso descrever para a criança o que está em torno dela para ela possa fazer uma imagem que mais se junte do real.

O docente nunca deverá ser apenas um informante e sim alguém que tenha em sua prática pedagógica, destreza, pois não existe receita pronta para a melhor maneira de alfabetizar principalmente em se tratando de crianças que necessitam de  uma metodologia mais diferenciado.

É muito importante que o docente tenha firmeza em suas práticas, procurando sempre afligir sob um novo olhar que contemple todos de uma maneira mais inclusiva.

 

2.5 – As possibilidades do uso da Informática na Alfabetização de crianças cegas

 

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O aprendizado do Sistema Braille requer do aluno grande concentração, memorização, e abstraimento por parte da criança em fase de alfabetização, conduta difícil para  criança que apresentam, outras dificuldades associadas a cegueira.

O uso da Informática na alfabetização das crianças é uma ferramenta usada para facilitar suas vidas e libertando- os, fazendo que seja mais prazeroso o aprendizado e a descoberta da escrita e da leitura. Usando assim, determinados programas a criança passa a interagir com a leitura e a escrita, e o próprio uso do Sistema Braille de forma divertida, como por exemplo

o Projeto DEDINHO – Alfabetização de crianças cegas com ajuda do computador .

Esse projeto atinge alguns sofwares que ajudam a criança no nível de pré-alfabetização, partindo de graus de dificuldades crescentes, mas fundamentalmente partindo do uso som. E é através desse projeto e da observação do dia a dia de uma sala de aula na classe de  alfabetização, podemos afirmar que o incremento da informática tem aberto um novo horizonte cheio de possibilidades comunicativas e de acesso ao conhecimento.

Para ajudar os alunos cegos na utilização  do computador existem softwares mais sofisticados que  podem ler toda o ecrã – tela – do computador, uma determinada linha selecionada, uma palavra ou mesmo caracteres, quando temos alguma dúvida sobre o que está escrito.

Após certo domínio da escrita, a criança cega poderá não só pode navegar pelas páginas da Internet mas também produzi-las, trocar e-mails com pessoas de qualquer parte do mundo, participar em chats, ler jornais e revistas, fazer compras, fazer cursos on-line, ter acesso a manuais, informação em geral, a prestadoras de serviços, jogos de entretenimento enfim, quase tudo que a WEB pode oferecer aos seus utilizadores.

Além dos softwares como os leitores de ecrã e os sintetizadores de voz, que traduzem em informação sonora o conteúdo visual do ecrã, existem também programas como o Openbook e o Jaws que, conjugados, permitindo assim a leitura sonora de qualquer informação no papel. Através do scanner, o Openbook passa o texto do papel para o ecrã e depois o Jaws traduz o contento em conhecimento sonoro.

 

 

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  1. CONCLUSÃO

 

A inclusão tem tido um grande avanço e com os passar dos anos muitas conquistas vem acontecendo. Porém, é necessário que haja maior conhecimento teórico e prático por parte pessoas envolvidas no processo educativo e social sobre a inclusão. Pois a inclusão ainda acontece de forma incompleta e muitas vezes incorreta.  

O olhar do professor faz a diferença na relação ensino aprendizagem e a crença nas potencialidades e habilidades do educando oportuniza grandes avanços no campo do conhecimento, pois é através das oportunidades que a criança e jovem com deficiência aprendem significativamente.

Nossa sociedade ainda precisa aprender que não é apenas as leis que fazem a inclusão acontecer, mas principalmente o outro que se encontra disposto a aceita-la.

A medida que cada um construir seu espaço e aprender a respeitar as limitações e acreditar nas potencialidades do deficiente, a inclusão começará a acontecer de fato.

Concluímos então que este estudo foi de grande importância para mostrar a necessidade de ter conhecimento sobre a inclusão educacional. Pois este assunto é de fundamental importância para o desenvolvimento de nossa sociedade.

Saber aceitar o outro com suas necessidades é papel de todos. Pois afinal, quem não possui deficiência?

Todos juntos seremos capazes de construir uma realidade melhore especial.

 

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB 4.024, de 20 de dezembro de 1961.

 

http://proavirtualg28.pbworks.com/w/page/18670712/A%20INFORM%C3%81TICA%20E%20A%20ALFABETIZA%C3%87%C3%83O%20DE%20CRIAN%C3%87AS%20CEGAS

 

https://www.webartigos.com/artigos/deficiencia-visual-os-desafios-em-alfabetizar-criancas/144376

 

https://direcionalescolas.com.br/solucao-de-tecnologia-educacional-auxilia-aprendizagemde-criancas-com-deficiencia-visual/

 

 

MAGDA CORDEIRO VIANA

Cataguases - MG

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