Escreva em um blog e promova a sua carreira

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Os blogs vêm se tornando cada vez mais populares desde 1999. Atualmente, há quem diga que as redes sociais aos poucos eliminarão os blogs. Mesmo não concordando com isso, ainda que aconteça, haverá algum outro meio de “blogar” e da mesma forma publicar conteúdo na web.

Mas, por enquanto, os blogs são o melhor meio de fazer isso e, acompanhando alguns, você provavelmente já deve ter se perguntado: “Por que blogar?”; ou “Por que colaborar com um blog?”.

Se você acha que sua carreira não requer boas técnicas de redação, pense duas vezes, pois o uso de uma boa escrita na Web pode ser de grande ajuda para o seu sucesso profissional.

1. Um meio de promover-se

Por meio de um blog, você pode compartilhar seu conhecimento na área em que atua, mostrar que é alguém com opiniões bem formadas, informado em relação às últimas novidades da área, às últimas tecnologias, interessado em ampliar e reciclar sua bagagem profissional. Além disso, os blogs costumam conter uma página sobre cada autor, descrevendo o que ele faz e em que ramos – um pequeno currículo. Sem falar que o blog pode ser um meio de promover outros links – seu currículo no LinkedIn, seus perfis em redes sociais, uma página pessoal com seus projetos etc.

2. Uma porta aberta para contatos

Esse argumento é apenas um desenvolvimento do anterior, mas vale a pena ressaltar que um blog é um meio de exposição para novos contatos que podem dar ensejo a oportunidades profissionais. Por mais que você já tenha um emprego fixo ou uma boa carteira de clientes, é sempre bom manter o interesse de clientes em potencial, e o blog é uma porta aberta para eles. E não só isso: através do blog, você também pode conhecer novos colaboradores, pois pessoas que atuem nos mesmos ramos da área e que tenham ideias e um jeito de pensar parecido com o seu certamente vão querer conhecê-lo melhor, e se isso não gerar um novo projeto, no mínimo vai render conversas ricas em troca de conhecimento.

3. Autoaperfeiçoamento

Você pode usar o blog como uma forma de adquirir ainda mais conhecimento, pois, para publicar conteúdo de qualidade, é necessário pesquisar, ler, interagir com outros profissionais em busca de ajuda etc. Esse processo enriquecerá sua bagagem profissional, que nunca será suficiente para quem está sempre buscando gaugar mais um degrau na carreira.

4. Estímulo da criatividade

Para manter o blog ativo, você não apenas precisa ter conhecimentos a serem compartilhados e estar sempre atualizado, como também ter criatividade. Isso porque, se você quiser atrair leitores, é preciso ter um diferencial, e esse diferencial é exatamente o seu toque pessoal, suas opiniões – enfim, o dedo da sua criatividade nos artigos postados. Dessa forma, o blog também é um meio de estimular e ampliar sua capacidade criativa, sempre um elemento essencial na vida profissional.

5. Ajuda a melhorar a escrita

A decadência da boa escrita é, atualmente, uma fonte de preocupação no mercado profissional. A fragmentação das áreas profissionais em campos bem delimitados de conhecimento levou muitos a acharem que basta ter conhecimento na sua própria área específica. Se você pensa dessa forma, está na hora de mudar de opinião. Contratadores, clientes, seu chefe atual e até seus colegas de trabalho observam SIM a sua escrita – aliás, os erros ortográficos em currículos levam muitos profissionais bem qualificados na sua área a serem dispensados. Assim, você pode unir o útil ao agradável e usar o fato de precisar escrever artigos para um blog para fazer mais consultas ao dicionário e à gramática da língua portuguesa e melhorar sua escrita.

6. A vantagem de colaborar em um blog

Um dos pretextos usados por profissionais que hesitam em começar a blogar é a falta de tempo. Esse problema é consideravelmente reduzido, contudo, quando você pode contar com um ou mais colaboradores, seja num blog que você iniciou ou num blog já existente.

Quando o blog em que você escreve é um esforço conjunto, isso demonstra sua capacidade de colaborar e trabalhar em equipe – uma qualidade muito valorizada em um profissional.

E você? Ainda tem algum motivo para não blogar? Acha que há outros motivos para ser um blogueiro? Discorda de algum dos argumentos apresentados? Compartilhe sua opinião e colabore também!

Importância do Atendimento Educacional Especializado Pt. 1

Direito Garantido por Lei

O direito dos portadores de deficiência ao atendimento educacional especializado é previsto por lei no artigo 208 da Constituição:

Art. 208: O dever do Estado com a educação será efetivado mediante garantia de:

II – atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino.

A situação para os deficientes, porém, já foi muito diferente. Da Antiguidade, quando os pais tinham o direito de sacrificar os filhos nascidos com deficiências, à conquista do direito a uma estrutura capaz de garantir que tivessem o mesmo acesso à educação que qualquer ser humano foi um longo caminho.

Toda Pessoa Tem Direito à Educação

Só no século XIX, com a Revolução Industrial, surge um debate sobre a inclusão dos deficientes na sociedade. O trabalho em condições precárias aumentava as chances de acidentes com mutilações na indústria, e, com a grande demanda por mão-de-obra, teve início a busca por soluções para reintegrar os deficientes à sociedade.

Com isso, tornam-se mais comuns as iniciativas de atendimento aos deficientes, antes limitadas ao assistencialismo de instituições religiosas. Surgem, também, as primeiras tentativas de se oferecer uma educação especial ao deficiente, no Brasil exemplificadas pela fundação do Imperial Instituto de Surdos, entre outros.

Mas foi apenas no século XX que os deficientes começaram a ser considerados cidadãos com direitos e deveres de participação na sociedade, desenvolvendo-se gradualmente uma preocupação com o oferecimento de condições de educação a esses cidadãos. Por fim, em 1948, é decretado no Artigo 26o da Carta Universal dos Direitos do Homem:

Artigo 26o, Inciso 1.: Toda pessoa tem direito à educação.

Da Integração à Inclusão

A Carta Universal dos Direitos do Homem abriu as portas para que famílias se organizassem em movimentos contra a discriminação. Nesse contexto, a escola especial já não bastava, pois era necessário dar ao indivíduo a possibilidade de fazer parte da sociedade. Para isso, a criança com necessidades especiais também deveria frequentar a escola comum.

Por muito tempo, a educação especial foi norteada pelo conceito de Integração, que, como o próprio nome diz, defende a integração do aluno com necessidades especiais na escola comum. Por outro lado, segundo o princípio de Integração, é o aluno quem tem de se adaptar à escola, superando seus obstáculos para poder ter acesso a ela, e não a escola que precisa estar preparada para receber crianças consideradas excepcionais.

O princípio de Integração começou a ser duramente criticado nos anos 90. A alternativa era o princípio de Inclusão, de acordo com o qual é a escola que deve se adaptar a qualquer aluno, com suas peculiaridades e necessidades, e não o contrário. Nesse momento, destaca-se o papel do profissional do Atendimento Educacional Especializado, fundamental para promover a inclusão do aluno na escola comum.

No próximo artigo, conversaremos sobre as diferenças entre os princípios de Integração e Inclusão e o papel do professor qualificado para o Atendimento Educacional Especializado.